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Vocês já imaginaram como os personagens da Disney se sairiam no mundo real? Branca de Neve seria tão ingênua ? Cinderela seria tão passiva? O Chapeleiro Maluco seria tão maluco ? As rainhas más não teriam um lado bom, afinal de contas?Foi com essas e outras dúvidas que passei a assistir a série Once Upon a Time, antes mesmo do sucesso chegar.
A história começa quando, no dia do casamento de Branca e seu príncipe, a Rainha Má joga uma maldição que mergulhará todas pessoas do reino num mundo horrível onde ela poderá vencer (O nosso mundo é claro...). Desesperada, Branca de Neve passa meses atrás de uma solução e a Fada Azul revela que um carvalho mágico poderá proteger uma única pessoa enviando-a para nosso mundo antes da maldição ser lançada e essa pessoa poderá voltar e quebrar o feitiço. Quem é que vai? A filha da Branca de Neve e o Príncipe Encantado, Emma.
Só que como ainda é um bebê, ela não lembra de nada, claro, cresce cética e se transforma numa espécie de caçadora de recompensas quando adulta. Emma( Jennifer Morrison, de House) é durona e solitária, até receber a visita de um garoto que é nada menos que o filho que ela teve há dez anos e deu para adoção... Com os sentimentos confusos, ela vai deixar o menino, Henry, na cidade onde mora, Storybrooke. Só que quem é a mãe adotiva do garoto é nada menos que Regina, a Rainha Má e Storybrooke é onde os personagens de contos de fada ficaram aprisionadas em vidas medíocres sem lembrarem nada do passado. Regina é a prefeita, Branca de Neve é uma professora de crianças, Chapeuzinho Vermelho é completamente rebelde e trabalhada na maquiagem, isso sem falar em milhares de outros personagens interessantes como o Chapeleiro Maluco, Cinderela, Grilo Falante, João e Maria e por aí vai.
A série se desenrola com Emma em Storybrooke brigando pelo filho com a Rainha Má, ao mesmo tempo que se torna amiga da mãe sem ter a menor ideia do passado. Ao mesmo tempo, cada episódio traz um flashback de cada personagem no outro mundo, mostrando como eles eram corajosos e audaciosos. Esse é o legal da série. Cada pessoa ali pode ser sem graça de um certo modo, mas tem uma história muito bonita no passado sem ao menos se dar conta disso.
Podemos ver que Branca de Neve de boba não tinha nada, o Grilo Falante teve um passado triste, Regina já teve um lado bom e até Zangado já foi feliz. Outro personagem muito interessante é Rumpelstiltskin, tão poderoso e (quase) tão cruel quanto a Rainha Má, que se torna um agiota e vendedor de antiguidades no mundo real, mas ciente do jogo de poder em Storybrooke e fazendo seus moradores de simples marionetes.
Enfim, Once Upon a Time é aquela série que fala de romance e aventura sem esquecer de personagens relevantes e surpresas também. Tornar os personagens mais humanos, menos maniqueístas e ainda assim transmitir valores é a essência da série, que mostra que não é preciso chocar para se ter uma história de qualidade.
Atualmente a série está na sua segunda temporada
Post também publicado (com algumas modificações) no Leitura Nossa de Cada Dia
Depois de uma temporada sem escrever (Com a faculdade em greve nem tenho desculpas para isso), volto com um assunto que está dando um comichão na ponta dos dedos para tratar.
Cinquenta Tons de Cinza, da autora E.L. James chegou causando "oohs". A história conta a trajetória da inocente Anastasia Steele que se apaixona pelo empresário ultrapoderoso Christian Grey e percebe que a relação com ele é muito mais intensa, assustadora e obscura do que pode imaginar. Cheio de traumas, Grey é adepto a algemas e chicotes, tornando a relação dos dois um contrato de submissão onde o contato visual pode gerar "castigos". O livro é comentadíssimo em programas de TV, séries, revistas e pela Internet em geral. Elogiado por uns, condenado por outros ( não sei se é pra valer, mas ouvi que a autora se baseara em Crepúsculo para escrevê-lo), o romance ganhou a mídia e pode até ser transformado em filme. A pergunta que fica é: vale esse auê?
Olha, honestamente, o livro não é um obra-prima genial como muitos apontam, tem um linguagem repetitiva, escrita tão simples quanto a do Crepúsculo( ou seja, quase colegial), uma protagonista com o mesmo senso de insegurança de Bella Swann e muitas, muitas passagens destinadas àquilo a que se propõe. Para falar a verdade, se não fosse a capa, o título e a mídia, ele estaria junto com os romances de banca. Mas agora vamos ao motivos que eu, na minha insignificante opinião, considero que tornam esse livro um sucesso:
A aparência do livro: como eu apontei, o título e a capa tornam esse romance muito promissor. Muitas decepções são advindas dessa propaganda toda. Se deixassem com aquela capa melodramática e título açucarado dos romances de banca, ninguém ia comentar nada.
A redenção do bad boy: apesar do que dizem por aí, eu NÃO acho que o principal motivo do sucesso sejam que as leitoras queiram inconscientemente uma relação assim, com chicotes, um dominador e tal. Claro, existe a parcela de leitores que realmente se interessam por isso, mas quer saber? No fundo, é a velha história do cara mau que se redime com a mocinha insegura e vive só para ela no final, o que motiva quase todos os romances de banca. Eu acho que as leitoras não querem a loucura do Sr. Grey, elas querem o próprio Sr. Grey! Ah, e claro com toda a sensualidade que ele oferece.
O romance sensual: na série de TV nova, Bunheads, perguntam a uma personagem por que ela gostou desse livro e ela responde: "Because it´s dirty". Ou seja, é isso mesmo, é o erotismo, a sensualidade, aquilo que desperta em muita gente o que elas jamais acharam que um livro faria. Obviamente não conhecem os romances de banca, como Sabrina e outros. Isso nos passa a outro tópico.
A mídia: se essas pessoas gostam tanto do erotismo da obra, por que não vão aos romances de banca, então? Mídia. Pura e simples. A mesma que enfeitou Dan Brown de gênio e Crepúsculo de romance imortal. Acho engraçado que os pseudointelectuais que resenharam tão bem esse livro são os mesmos que consideram os romances de Sabrina inferiores. Pois leram justamente um exemplo em capa de luxo!
Agora na boa, acho justo reclamar da propaganda enganosa e tal, mas se você não curte, é só não ler. Não vamos tornar essa obra algo primordial, porque está longe disso, mas ela serve para entreter e cumpre bem o seu objetivo. Quer algo mais bem escrito ou mais intelectual? Passe longe, sério mesmo.
O livro não merece esse ibope todo, a autora é muito fraca e clichê até, mas considero um pouquinho melhor que o reprimido romance de Crepúsculo. Espero que a autora (que tinha um bom material nas mãos e fez uma bagunça) consiga tornar esse relacionamento mais complexo e a protagonista menos idiota nos próximos livros. E sobre aqueles que se escandalizam com as cenas, bem , elas são quentes, o que se pode fazer? Ninguém te engana quanto a isso.

Um dos grandes nomes do Oscar este ano,
A Invenção
de Hugo Cabret, do diretor Martin Scorsese, concorre a 11 prêmios este ano, seguido apenas por O Artista, que concorre a 10.
E o porquê desse filme "infantil" concorrer a tantas estatuetas?
O filme conta a história de Hugo Cabret (Asa Butterfield, de O Menino do Pijama Listrado), que após perder o pai, vive numa estação de trem dando corda nos relógios e roubando peças para construir um robô em que ele e o pai haviam tentado consertar e para isso conta com a ajuda da esperta Isabelle (Chloe Moretz, de Deixe-me Entrar). O segredo que o robô esconde remonta a uma sensível história que coincide com o início do cinema.
Esse, para mim, é o grande trunfo do filme. Para quem está habituado a filmes que se preocupam mais com ação do que com a história, pode passar longe. Hugo Cabret está disposto a contar uma história e não vai economizar tempo para estruturá-la bem.
Para quem não conhece o início do cinema, o filme pode introduzi-lo bem, com as amostras do primeiro filme já exibido, A Chegada do Trem até Georges Méliès, que mais do que um personagem da história, realmente existiu e criou filmes fantásticos que mexiam com a imaginação e a ilusão, podendo ser o começo dos "efeitos especiais" (E os seus filmes podem ser vistos no Youtube)
Tudo isso é entremeado com a busca de Hugo por uma família, a busca de Isabelle por aventuras reais e a busca pela felicidade por tantos outros personagens secundários da estação, com uma linda trilha sonora e ótima direção.
Há quem reclame que o filme não funciona bem para crianças, talvez até não, com a predileção de todos por filmes velozes e fáceis. Mas o filme funciona para quem é sensível, aprecia uma história bem contada e o cinema como um todo.

SUSSURRO
Autora: Becca Fitzpatrick
Editora:Intrínseca
N° de páginas:264
Esse foi um livro que li após uma depressão-pós-livro. Não adiantou nada,né? Fiquei apaixonada por esse e tive que buscar outro para esquecê-lo( Só que o outro foi logo o Cidade das Cinzas!Mas isso são cenas dos próximos posts).
Nora Grey é uma adolescente normal que nunca se apaixonou na vida, mesmo com sua amiga divertidíssima Vee para mostrá-la caras legais. Só que isso muda ao ter que trocar de parceiro na aula de biologia e conhecer Patch, misterioso,lindo, que parece saber seus segredos mais íntimos. Nora sabe que ele é perigoso... Mas não sabe se acaba se apaixonando de vez ou corre dele.
Além disso, um estranho mascarado passa a persegui-la constantemente e sumindo como se fosse por mágica. E ela só percebe que sua vida está em perigo quando Vee é confundida com ela e é atacada. Seria Patch por trás de tudo isso? Ou algo muito maior que ela poderia imaginar?
Demorei demais pra ler esse livro, mas não sabia que a trama sobre anjos poderia ser tão legal. Patch é um anjo caído, mais parecendo um lindo bad boy, com um sorriso despreocupado e aquelas frases cortantes quando ele conversa com Nora:
Eu captei seu olhar e não pude evitar igualar seu sorriso – brevemente.
“Com sorte não em seu favor. Maior sonho?”
Eu estava orgulhosa dessa porque sabia que iria aturdi-lo. Ela requeria premeditação.
“Beijar você.”
“Isso não é engraçado,” eu disse, segurando seus olhos, grata por não ter gaguejado.
“Não, mas fez você corar.”
Se o Patch existisse na vida real seria tachado de cafajeste só com as insinuações que ele faz ao longo do livro, mas como personagem literário ele está perfeito! Você se pergunta o livro inteiro se ele realmente está afim da Nora como diz estar ou se pode estar por trás dos acontecimentos estranhos, já que ele é um anjo caído e tal. Mas é um daqueles mocinhos com diálogos tão legais que faz você querer voltar e ler de novo o que ele diz.
A Vee é a amiga ideal. Engraçada e que dá um super apoio à Nora, embora sua ingenuidade dê nos nervos.
A Nora é uma personagem que não é boba e nem fica sonhando com o príncipe encantado (Alô, Bella Swan?), mas é muito impetuosa e não pensa antes de se meter em encrenca. Ela se sacrifica muito por amizade, como naquela cena em que Vee está encrencada e Nora vai atrás dela, sozinha, numa rua perigosa e troca seu casaco por informações de uma mendiga. É muita loucura! E é completamente apagada quando o Patch aparece, porque não consegue vencê-lo no raciocínio dos seus diálogos e fica corada no final.
O primeiro livro da série Hush Hush é muito bom, do tipo que faz você querer reler. Os personagens são interessantes e a mitologia dos anjos é muito bacana, embora ela seja apresentada de forma jogada e mal explicada ao longo do livro. Ao contrário de Julie Kagawa em O Rei do Ferro, Becca Fitzpatrick não prepara o terreno para o leitor e faz toda a ação e informação acontecerem ao redor do casal principal. Não sei se na continuação Crescendo, a história dos nephilins é melhor explicada, mas espero saber mais e, claro, mais cenas românticas da Nora e do Patch.

O REI DO FERRO
Autora: Julie Kagawa
Editora: Underworld
N° de páginas: 352
Meghan Chase é uma adolescente que não mora na cidade e tem uma mãe e um padrasto avessos a tecnologia, inclusive de coisas tão básicas na existência de um adolescente "normal" quanto um celular e uma internet decente. Com o pai misteriosamente desaparecido, Meghan sente como se as pessoas esquecessem da sua existência e a ignorassem, como acontece no colégio e até mesmo em casa, em relação ao seu padrasto. Os únicos que a fazem feliz são Ethan, seu fofíssimo irmão caçula de quatro anos e Robbie, seu melhor amigo.
Ao completar 16 anos, Meghan tem estranhas visões e Ethan passa a se comportar de forma diferente, com uma crueldade e ferocidade que não eram dele. É então que seu amigo Robbie revela que o seu irmão foi sequestrado por fadas e uma cópia foi colocada em seu lugar. E para maior surpresa dela, Robbie revela que é Puck, bobo da corte do rei Oberon, no mundo das fadas, em Nevernever e que esteve ao lado dela esse tempo para protegê-la.
E aí que a garota mergulha num mundo feroz, fascinante e perigoso para resgatar seu irmão. É lá que descobre que o rei Oberon é seu pai, o que a coloca em um jogo de interesses, especialmente com a Corte do Inverno e o seu príncipe, de quem Meghan não sabe se deve fugir ou se apaixonar.
Ufa! Sinopse meio comprida, mas é mais ou menos isso aí. O livro chega aos poucos no mundo das fadas, preparando o terreno, mostrando a vida e o sofrimento de Meghan no colégio e sua relação com Robbie ( Que poderia ter sido melhor mostrada, com mais memórias de amizade). O changeling que ocupa o lugar de Ethan é assustador e essas primeiras partes são bem sombrias. Não que Nevernever não seja. A mitologia das fadas é bem colocada, mostrando o lado traiçoeiro da maioria delas e dos outros seres desse mundo, que traz mais perigo do qualquer outra coisa. Confesso que a jornada de Meghan e Puck ao rei Oberon me deixou impaciente: muitas desventuras, muita ingenuidade da moça e até aquele momento a falta de algo marcante nos personagens.
Puck, que é o mesmo personagem de Shakespeare em Sonho de uma Noite de Verão( Que inspirou muita a gente a escrever sobre o reino das fadas), é esperto, brincalhão e desafiador, algo que só foi se tornando mais marcante (Para mim, pelo menos) do meio do livro em diante. Acho que faltou mostrar a audácia dele como Robbie, no colégio.
O personagem mais interessante mesmo é o gato( sim, um gato falante, como o Cheshire de Alice) Grimalkim, misterioso, esperto, sarcástico, do mesmo jeito que se imagina que um gato seja se ele pudesse falar. Nunca se sabe se ele está lá pelo acordo com Meghan ou por amizade mesmo (No final, talvez, fique mais evidente).
Mas o destaque mesmo vai para Ash, que está ali para ser o alvo da paixão de Meghan, mesmo sendo o príncipe do Inverno e esteja ali para usá-la como trunfo na sua Corte. Misterioso, excelente lutador e poderoso, ele acredita em levar a moça para a Corte do Inverno, que é rival da Corte do rei Oberon. Claro que com o acordo que faz com Meghan tende a mudá-lo um pouco... mas sem spoilers!
A personagem principal é cabeça dura, age sem pensar, faz acordos com Deus e o mundo (algo perigoso no nosso mundo, imagine no mundo das fadas), é teimosa, desafia alguns seres poderosos (vide a ciumenta rainha Titania) e se apaixona por Ash assim, do nada. Mas é algo cada vez mais comum as autoras de livros YA( Young Adults) ou até mesmo infanto-juvenis, colocarem a mocinha para ser um pouco irritante ( vide a coleção Hush Hush e os Instrumentos Mortais).
Afora isso, o livro é cativante, bastante rico em conteúdo, mostra que a autora planeja bem os passos dos personagens e apesar de bem descritivo, deixa uma sensação de como se realmente estivéssemos lá. A passagem no reino do ferro deixa uma sensação angustiante e torturante e o breve vislumbre da Corte do Inverno deixa qualquer um encantado, quase sentindo o gelo.
O final dá aquela abertura pro segundo, mas nada que já não fosse esperado, ainda assim, dá pra aguçar a curiosidade.
Esse era um livro que figurava na minha lista desde o ano passado, mas só agora eu li. Deixei ficar próximo também da continuação, A Filha do Ferro.É um livro bom que só tende a melhorar nos próximos, uma vez que todos estamos familiarizados com o mundo selvagem e os personagens cínicos e interesseiros de Nevernever.
P.S: O rei Oberon e a rainha Titania também estão no livro do Shakespeare.
P.S ²: Muitas passagens não foram explicadas. A presença de Ash no mundo humano no começo do livro, por exemplo.
P.S ³: Nojo infinito de muitos seres que são personagens adoráveis em livros infantis e aparecem completamente repugnantes nessa história mais realista com o folclore.

Existem livros que ganham você pela capa ou pelo título. E livros que repelem à primeira vista ou pela capa ou pelo título, às vezes até pelo autor.
Como se livrar de um vampiro apaixonado, de Beth Fantaskey, da Editora Sextante, representa o segundo caso.
Eu achava se tratar de uma paródia de livros de vampiro, outro "Opúsculo" da vida. Nada contra tais livros, apenas não tenho paciência ou interesse em ler algo que não tem história própria, apenas é construída em cima de outra. O título matava meu interesse até de ler a sinopse. O original chama-se Jessica´s Guide to Dating on the Dark Side (Algo como o Guia de Jessica para namorar no lado obscuro), ainda meio assim, mas bem mais próximo do que realmente se trata o livro.
Jessica Packwood leva uma vida normal em um propriedade rural na Pensilvânia, tendo uma melhor amiga e um garoto por quem é interessada. Para ficar mais normal ainda, é importunada pelo valentão da escola e a líder de torcida. Apesar de tudo, ela sabe que sua origem não é assim tão normal: foi adotada na Romênia e seu antigo nome é Antanasia.
Sua vida muda quando um europeu metido à besta aparece e alega que ambos são príncipes vampiros de clãs rivais que foram destinados a se casarem um com o outro a fim de selarem a paz. Só em ouvir "vampiro", Jessica surta. E pra piorar, seus pais admitem que sempre souberam do fato e hospedam o estranho e bonito Lucius Vladescu em casa, sob o disfarce de um aluno de intercâmbio. Ainda se recusando a acreditar naquela história, Jessica passa a conviver diariamente com Lucius na escola e diretamente na sua vida, atrapalhando até mesmo seu romance com Jake Zinn e começa a sentir algo diferente e novo no seu coração. Resta saber se ela aceitará a história absurda com Lucius e se unir a ele ou optará pela vida tranquila ao lado de Jake.
Esse livro foi surpreendente. Principalmente pela relutância da protagonista em aceitar o vampirismo como algo comum e desejável, o que não acontece na maioria dos livros de vampiro que empilham as prateleiras das livrarias. Jessica é comum, se sente gorda, é atormentada pelos idiotas do colégio, tem pais vegetarianos muito engraçados, uma melhor amiga que sempre lê a Cosmopolitan ( A Nova por aqui) e uma paixonite por Jake, que mora na fazenda vizinha. Porém, a presença de Lucius não é imposta pela autora como a resolução dos problemas da jovem logo no início, como os perfeitos vampiros de outros livros. O ar esnobe, as vestes antiquadas numa escola e o papo de casamento não me conquistaram de início e achei que a história iria terminar com aquele vampiro levando um pé na bunda de maneira cômica.
Mas tanto Jessica quanto Lucius foram desenvolvidos ao longo do livro. O último ensina a Jessica como a valorizar a si mesma, seu cabelo cacheado, seu corpo bonito por ter curvas e a ter orgulho de si mesma, como rainha. E realmente a protagonista evolui a ponto de percebemos claramente essa mudança gradual, no final. Lucius revela um lado sarcástico, bem-humorado, consciente dos costumes à sua vontade e definitivamente intenso e misterioso. Tem horas que você se pergunta o que ele pode estar pensando, por que está fazendo isso e até xingá-lo!
A história começa engraçadinha, bem high-school e amadurece a partir da protagonista, chegando ao desfecho final de modo sombrio e apaixonante.
O livro não é um best-seller, nem tem a escrita mais elegante de outros escritores, mas te envolve do começo ao fim e termina com uma sensação boa de quem leu um romance gostoso e espera pelo próximo. Fazia tempo que não mergulhava num livro em poucas horas e isso se deve pela maneira pouco usual de conduzir uma história de vampiros, colocando a mocinha para ter atitude e amor próprio.
O próximo volume é Jessica Rules the Dark Side e não vou dar muitos detalhes para não soltar nenhum spoiler, mas espero ansiosa para ler.

O enredo deste empolgante livro gira em torno dos amores de Anne Elliot que se apaixonara pelo pobre, mas ambicioso jovem oficial da marinha, capitão Frederick Wentworth. A família de Anne não concorda com essa relação e a convence romper seu relacionamento amoroso. Anos após Anne reencontra Frederick, agora cortejando sua amiga e vizinha, Louisa Musgrove.
Um dos melhores livros da Jane Austen que já li, Persuasão conta a história de um amor alvo de preconceitos de nobreza e que resiste anos. Anne Elliot é a primeira protagonista de Austen que não está na flor da idade (Pelo menos para aquela época), tem por volta de uns 27 anos, não tendo portanto, muitas perspectivas de casamento. O protagonista masculino, Frederick Wentworth, também se difere dos outros livros da autora por não ser nobre de nascença e conseguir sua fortuna através do próprio esforço, coisa impensável para a nobreza da época. Apesar da separação, os dois ainda são apaixonados um pelo outro tendo mais uma vez o orgulho impedindo seus caminhos.
A obra é de uma leitura fluida, um pouco confusa para quem nunca leu Jane Austen (Com muitos personagens e repetição de alguns nomes), mas prova o valor da obra da autora e mostra porque ela é um dos nomes mais marcantes da Literatura Inglesa.
Anne Elliot é uma personagem que irrita às vezes por sua paciência infinita com sua família fútil e preconceituosa e a devoção à orgulhosa Lady Russell( Uma personagem que não me cativou nem um pouco), mas torna-se apaixonante por sua racionalidade (Semelhante à de Elinor Dashwood, de Razão e Sensibilidade) e inteligência.
Frederick Wentworth cativa pela sua independência, beleza e força de caráter, sendo um dos protagonistas mais ativos e com mais personalidade dos livros da autora, assemelhando-se um pouco ao inesquecível Sr. Darcy de Orgulho e Preconceito por seu orgulho rancoroso. Ele irrita nos momentos que esse orgulho o faz dar atenção às Musgrove ainda mais irritantes, para depois mostrar o arrependimento por tais atos.
Os demais personagens são descritos de forma tão realista que praticamente podemos reconhecê-los em conhecidos nossos, nas suas manias, futilidades, exageros e amabilidades.
Enfim, a obra é linda, o romance é doce e envolvente, daqueles que não precisam sequer de um beijo para emocionar quem quer que leia.




Florence é uma menina de 12 anos que vive com seu irmãozinho Giles numa distante mansão sob os cuidados de um tio que nunca conheceu.Lá, a menina é proibida de ser alfabetizada, o que não a impede de descobrir sozinha a biblioteca e com isso, o maravilhoso mundo da literatura, dando sentido à sua vida monótona e solitária. Mas a vida dos dois irmãos vira de cabeça para baixo quando, após a estranha morte da preceptora, uma nova mulher, Srta.Taylor, é encarregada de cuidar de sua educação. Florence logo estranha a predileção da nova preceptora por seu irmão e começa a notar coisas mais esquisitas em relação à ela.Coisas que a deixam arrepiada e temerosa com o que pode acontecer com Giles.
Não sei o resumo é bom, mas em se tratando deste livro, creio que nenhum resumo irá transmitir verdadeiramente o que ele é. Florence é uma menina extraordinariamente inteligente, mais do que qualquer um do livro, na minha opinião. Ela faz o seu próprio mundo, em meio à ignorância de tudo a que é obrigada a se submeter, a solidão da casa, seus poucos conhecimentos do mundo. Seu único amigo é Theo, um garoto asmático que lhe é completamente apaixonado. A devoção de Theo por Florence comove até o fim do livro. Já Giles é um menino puro, ingênuo e um pouco tolo, que também faz qualquer coisa pela irmã. Srta.Taylor, junto com Florence, é um incógnita.
O final faz jus aos contos de Edgar Allan Poe, quem já leu algum vai reconhecer aquele estilo, como uma releitura do autor e até um convite à leitura de suas obras. Não posso dizer que fiquei satisfeita com o desfecho inegavelmente surpreendente, mas dá pra entender que o autor, John Harding, não queria uma história muito óbvia. Ele põe algumas pistas sobre o final quando cita Macbeth, de Shakespeare e até o próprio Coração Delator, conto de Edgar Allan Poe, mas não se propõe a explicar tudo o que deixou em aberto, por mais que uma uma segunda lida explique algumas coisas.
Enfim, é um livro singular, vale a leitura e se você gosta de histórias pouco óbvias, vá em frente. Só não se engane pela capa e o título (Que no original é Florence and Giles e o título brasileiro foi uma óbvia tentativa da editora de pegar carona com A Menina que Roubava Livros), mas a leitura é fluida e te mergulha de verdade no mundo de Florence.
Qualquer coisa que dê asas à minha imaginação...
sábado, 13 de outubro de 2012
Quando os contos de fada enfrentam o mundo real
Vocês já imaginaram como os personagens da Disney se sairiam no mundo real? Branca de Neve seria tão ingênua ? Cinderela seria tão passiva? O Chapeleiro Maluco seria tão maluco ? As rainhas más não teriam um lado bom, afinal de contas?Foi com essas e outras dúvidas que passei a assistir a série Once Upon a Time, antes mesmo do sucesso chegar.
A história começa quando, no dia do casamento de Branca e seu príncipe, a Rainha Má joga uma maldição que mergulhará todas pessoas do reino num mundo horrível onde ela poderá vencer (O nosso mundo é claro...). Desesperada, Branca de Neve passa meses atrás de uma solução e a Fada Azul revela que um carvalho mágico poderá proteger uma única pessoa enviando-a para nosso mundo antes da maldição ser lançada e essa pessoa poderá voltar e quebrar o feitiço. Quem é que vai? A filha da Branca de Neve e o Príncipe Encantado, Emma.
Só que como ainda é um bebê, ela não lembra de nada, claro, cresce cética e se transforma numa espécie de caçadora de recompensas quando adulta. Emma( Jennifer Morrison, de House) é durona e solitária, até receber a visita de um garoto que é nada menos que o filho que ela teve há dez anos e deu para adoção... Com os sentimentos confusos, ela vai deixar o menino, Henry, na cidade onde mora, Storybrooke. Só que quem é a mãe adotiva do garoto é nada menos que Regina, a Rainha Má e Storybrooke é onde os personagens de contos de fada ficaram aprisionadas em vidas medíocres sem lembrarem nada do passado. Regina é a prefeita, Branca de Neve é uma professora de crianças, Chapeuzinho Vermelho é completamente rebelde e trabalhada na maquiagem, isso sem falar em milhares de outros personagens interessantes como o Chapeleiro Maluco, Cinderela, Grilo Falante, João e Maria e por aí vai.
A série se desenrola com Emma em Storybrooke brigando pelo filho com a Rainha Má, ao mesmo tempo que se torna amiga da mãe sem ter a menor ideia do passado. Ao mesmo tempo, cada episódio traz um flashback de cada personagem no outro mundo, mostrando como eles eram corajosos e audaciosos. Esse é o legal da série. Cada pessoa ali pode ser sem graça de um certo modo, mas tem uma história muito bonita no passado sem ao menos se dar conta disso.
Podemos ver que Branca de Neve de boba não tinha nada, o Grilo Falante teve um passado triste, Regina já teve um lado bom e até Zangado já foi feliz. Outro personagem muito interessante é Rumpelstiltskin, tão poderoso e (quase) tão cruel quanto a Rainha Má, que se torna um agiota e vendedor de antiguidades no mundo real, mas ciente do jogo de poder em Storybrooke e fazendo seus moradores de simples marionetes.
Enfim, Once Upon a Time é aquela série que fala de romance e aventura sem esquecer de personagens relevantes e surpresas também. Tornar os personagens mais humanos, menos maniqueístas e ainda assim transmitir valores é a essência da série, que mostra que não é preciso chocar para se ter uma história de qualidade.
Atualmente a série está na sua segunda temporada
Post também publicado (com algumas modificações) no Leitura Nossa de Cada Dia
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Por que Cinquenta Tons de Cinza faz tanto sucesso?
Depois de uma temporada sem escrever (Com a faculdade em greve nem tenho desculpas para isso), volto com um assunto que está dando um comichão na ponta dos dedos para tratar.Cinquenta Tons de Cinza, da autora E.L. James chegou causando "oohs". A história conta a trajetória da inocente Anastasia Steele que se apaixona pelo empresário ultrapoderoso Christian Grey e percebe que a relação com ele é muito mais intensa, assustadora e obscura do que pode imaginar. Cheio de traumas, Grey é adepto a algemas e chicotes, tornando a relação dos dois um contrato de submissão onde o contato visual pode gerar "castigos". O livro é comentadíssimo em programas de TV, séries, revistas e pela Internet em geral. Elogiado por uns, condenado por outros ( não sei se é pra valer, mas ouvi que a autora se baseara em Crepúsculo para escrevê-lo), o romance ganhou a mídia e pode até ser transformado em filme. A pergunta que fica é: vale esse auê?
Olha, honestamente, o livro não é um obra-prima genial como muitos apontam, tem um linguagem repetitiva, escrita tão simples quanto a do Crepúsculo( ou seja, quase colegial), uma protagonista com o mesmo senso de insegurança de Bella Swann e muitas, muitas passagens destinadas àquilo a que se propõe. Para falar a verdade, se não fosse a capa, o título e a mídia, ele estaria junto com os romances de banca. Mas agora vamos ao motivos que eu, na minha insignificante opinião, considero que tornam esse livro um sucesso:
A aparência do livro: como eu apontei, o título e a capa tornam esse romance muito promissor. Muitas decepções são advindas dessa propaganda toda. Se deixassem com aquela capa melodramática e título açucarado dos romances de banca, ninguém ia comentar nada.
A redenção do bad boy: apesar do que dizem por aí, eu NÃO acho que o principal motivo do sucesso sejam que as leitoras queiram inconscientemente uma relação assim, com chicotes, um dominador e tal. Claro, existe a parcela de leitores que realmente se interessam por isso, mas quer saber? No fundo, é a velha história do cara mau que se redime com a mocinha insegura e vive só para ela no final, o que motiva quase todos os romances de banca. Eu acho que as leitoras não querem a loucura do Sr. Grey, elas querem o próprio Sr. Grey! Ah, e claro com toda a sensualidade que ele oferece.
O romance sensual: na série de TV nova, Bunheads, perguntam a uma personagem por que ela gostou desse livro e ela responde: "Because it´s dirty". Ou seja, é isso mesmo, é o erotismo, a sensualidade, aquilo que desperta em muita gente o que elas jamais acharam que um livro faria. Obviamente não conhecem os romances de banca, como Sabrina e outros. Isso nos passa a outro tópico.
A mídia: se essas pessoas gostam tanto do erotismo da obra, por que não vão aos romances de banca, então? Mídia. Pura e simples. A mesma que enfeitou Dan Brown de gênio e Crepúsculo de romance imortal. Acho engraçado que os pseudointelectuais que resenharam tão bem esse livro são os mesmos que consideram os romances de Sabrina inferiores. Pois leram justamente um exemplo em capa de luxo!
Agora na boa, acho justo reclamar da propaganda enganosa e tal, mas se você não curte, é só não ler. Não vamos tornar essa obra algo primordial, porque está longe disso, mas ela serve para entreter e cumpre bem o seu objetivo. Quer algo mais bem escrito ou mais intelectual? Passe longe, sério mesmo.
O livro não merece esse ibope todo, a autora é muito fraca e clichê até, mas considero um pouquinho melhor que o reprimido romance de Crepúsculo. Espero que a autora (que tinha um bom material nas mãos e fez uma bagunça) consiga tornar esse relacionamento mais complexo e a protagonista menos idiota nos próximos livros. E sobre aqueles que se escandalizam com as cenas, bem , elas são quentes, o que se pode fazer? Ninguém te engana quanto a isso.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
A Invenção de Hugo Cabret - Uma homenagem ao cinema
Um dos grandes nomes do Oscar este ano,
A Invenção
de Hugo Cabret, do diretor Martin Scorsese, concorre a 11 prêmios este ano, seguido apenas por O Artista, que concorre a 10.
E o porquê desse filme "infantil" concorrer a tantas estatuetas?
O filme conta a história de Hugo Cabret (Asa Butterfield, de O Menino do Pijama Listrado), que após perder o pai, vive numa estação de trem dando corda nos relógios e roubando peças para construir um robô em que ele e o pai haviam tentado consertar e para isso conta com a ajuda da esperta Isabelle (Chloe Moretz, de Deixe-me Entrar). O segredo que o robô esconde remonta a uma sensível história que coincide com o início do cinema.
Esse, para mim, é o grande trunfo do filme. Para quem está habituado a filmes que se preocupam mais com ação do que com a história, pode passar longe. Hugo Cabret está disposto a contar uma história e não vai economizar tempo para estruturá-la bem.
Para quem não conhece o início do cinema, o filme pode introduzi-lo bem, com as amostras do primeiro filme já exibido, A Chegada do Trem até Georges Méliès, que mais do que um personagem da história, realmente existiu e criou filmes fantásticos que mexiam com a imaginação e a ilusão, podendo ser o começo dos "efeitos especiais" (E os seus filmes podem ser vistos no Youtube)
Tudo isso é entremeado com a busca de Hugo por uma família, a busca de Isabelle por aventuras reais e a busca pela felicidade por tantos outros personagens secundários da estação, com uma linda trilha sonora e ótima direção.
Há quem reclame que o filme não funciona bem para crianças, talvez até não, com a predileção de todos por filmes velozes e fáceis. Mas o filme funciona para quem é sensível, aprecia uma história bem contada e o cinema como um todo.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Os 5 melhores mocinhos dos romances clássicos
Eu já vi por aí muitas listas com o TOP 5 dos melhores mocinhos, mas quase todas são apenas dos livros contemporâneos. Apesar de os romances de hoje terem liberdade de colocar personagens com mais "pegada", não quer dizer que há mais de duzentos anos não se escreviam personagens com atitude para sua época e que mexem com a imaginação de pessoas (As mulheres em especial né, mas não excluamos alguns homens disso) de tantas épocas diferentes. Vamos conferir?
5. Rhett Butler, de E O Vento Levou...
OK, nunca li o livro, mas já vi o filme váarias vezes e acredito que pelo menos a essência do personagem é mantida, apesar de alguma coisa aqui e acolá ter sido mudada. Eternizado por Clark Gable, Rhett Butler vem do Norte e se apaixona pela mimada, inescrupulosa e determinada Scarlett O´Hara e é o único que entende sua natureza e a ama do jeito que ela é ( Só por amá-la ele já merece um prêmio. Scarlett é marcante, mas é uma das mocinhas mais chatas e insuportáveis que eu já vi), mesmo a garota sulista amando outro. Irônico, confiante, experiente e cheio de tiradas, ele pode colocar muitos galãs de livro adolescente no bolso. Margareth Mitchell lançou o livro em 1936 e o filme foi lançado em 1939.
Melhores Momentos: A famosa frase " Frankly, my dear, I don´t care"
4. Heathcliff, de O Morro dos Ventos Uivantes
Bem, Heathcliff não era beem o mocinho, mas como é através dele que as ações acontecem no livro, ele entra, sim, na lista. Tirado por Mr. Earnshaw das ruas, ele é criado juntos com seus filhos, apaixonando-se por Catherine, a filha mais nova do homem. Os dois crescem como grandes amigos, mas com o rebaixamento de Heathcliff a mero servo após a morte de Earnshaw e o encontro de Catherine com o refinamento de Edgar Linton acaba separando os dois. Heathcliff vai embora e volta, muito tempo depois, rico não se sabe como. E Catherine se casa com Linton. Não vou adiantar muito, mas o amor egoísta, obsessivo e intenso que Heathcliff sente é um dos marcos da literatura e o transforma no "vilão" da história. Dei a ele o quarto lugar porque ele é capaz de tudo por uma criatura mimada, egoísta e fútil( É isso aí, ela é pior que a Scarlett!), sem perceber o quanto a sua vida vai se destruindo aos poucos e junto com esta, a vida dos outros também. De qualquer maneira, Heathcliff é inesquecível, não tem como não se emocionar com tamanha paixão e além de tudo, foi lindamente interpretado pelo Ralph Fiennes na versão de 1992 do filme. Emily Brontë lançou o livro em 1847.
Melhores Momentos: " How can I live without my life? How can I live without my soul?"
3. Mr. Thornton, de Norte e Sul
Industrial do norte da Inglaterra, John Thornton nasceu pobre, venceu as dificuldades da vida e se tornou o dono de uma das maiores fábricas de algodão da fictícia cidade de Milton. Homem de negócios, inteligente, teimoso e orgulhoso, ele se apaixona pela igualmente orgulhosa Margaret Hale, que, vindos dos lindos campos do Sul, odeia qualquer coisa relacionada ao fumacento Norte, inclusive ele. O que gosto nele é que mesmo apaixonado por Margaret, ele não é alheio aos seus defeitos e nem destrói sua vida por causa dela, ao contrário, continua administrando tudo com mão de ferro e ainda encontra tempo para ser gentil com os pais dela. Seu senso prático, implacável e ainda assim, terno com a mãe e apaixonado por alguém que inicialmente o odeia, faz com que seja o melhor personagem do livro. Richard Armitage o interpreta na linda minissérie da BBC. Elizabeth Gaskell lançou o livro em 1855.
Melhores Momentos: Não é uma frase, mas um momento quando Margaret sai ferida no meio da greve dos trabalhadores e Thornton a carrega para dentro de casa, percebendo o quanto a ama de verdade (Fooofo!)
2. Mr. Rochester, de Jane Eyre
Dono de Thornfield Hall e patrão de Jane, que serve de preceptora para sua filha bastarda Adèle, Mr. Rochester é um mistério. Autoritário, um pouco ranziza, mas incrivelmente apaixonado por Jane, ele não liga tanto para as convenções sociais e é bem mais ardente na sua paixão do que os outros já citados ( Exceto Rhett Butler). Seu passado e o segredo que esconde o atormenta, pois sabe que isso é um impedimento para ficar com a protagonista, mas não perde tempo em conquistá-la, tamanha é a paixão que sente por ela. Na linda minissérie da BBC, ele é interpretado por Toby Stephens e no filme mais recente, por Michael Fassbender. Charlotte Brontë lançou o livro em 1847.
Melhores Momentos: A declaração dele para Jane, no jardim, sob a luz do luar.
1.Mr. Darcy, de Orgulho e Preconceito
O ouro vai pra ele, o melhor mocinho de todos os tempos! E não há nenhum personagem que possa ousar se comparar ao Mr. Darcy. Arrogante a princípio, julgando Elizabeth Bennet apenas como "tolerável" no quesito beleza, Darcy aos poucos vai se apaixonando por ela, enquanto a jovem Bennet apenas o odeia e ouve todo tipo de intriga ao seu respeito. A personalidade de Mr. Darcy, intolerável no início, vai se mostrando belíssima, resignada, corajosa e apaixonada. Alguém que não mede esforços para conquistar quem ama ou para ajudá-la de todas as formas. Interpretado lindamente por Colin Firth na minissérie da BBC em 1997 e no filme mais recente, por Matthew McFadyen. Lançado pela diva Jane Austen em 1797.
Melhores Momentos: O pedido de casamento que ele faz à Elizabeth.
5. Rhett Butler, de E O Vento Levou...
OK, nunca li o livro, mas já vi o filme váarias vezes e acredito que pelo menos a essência do personagem é mantida, apesar de alguma coisa aqui e acolá ter sido mudada. Eternizado por Clark Gable, Rhett Butler vem do Norte e se apaixona pela mimada, inescrupulosa e determinada Scarlett O´Hara e é o único que entende sua natureza e a ama do jeito que ela é ( Só por amá-la ele já merece um prêmio. Scarlett é marcante, mas é uma das mocinhas mais chatas e insuportáveis que eu já vi), mesmo a garota sulista amando outro. Irônico, confiante, experiente e cheio de tiradas, ele pode colocar muitos galãs de livro adolescente no bolso. Margareth Mitchell lançou o livro em 1936 e o filme foi lançado em 1939.
Melhores Momentos: A famosa frase " Frankly, my dear, I don´t care"
4. Heathcliff, de O Morro dos Ventos Uivantes
Bem, Heathcliff não era beem o mocinho, mas como é através dele que as ações acontecem no livro, ele entra, sim, na lista. Tirado por Mr. Earnshaw das ruas, ele é criado juntos com seus filhos, apaixonando-se por Catherine, a filha mais nova do homem. Os dois crescem como grandes amigos, mas com o rebaixamento de Heathcliff a mero servo após a morte de Earnshaw e o encontro de Catherine com o refinamento de Edgar Linton acaba separando os dois. Heathcliff vai embora e volta, muito tempo depois, rico não se sabe como. E Catherine se casa com Linton. Não vou adiantar muito, mas o amor egoísta, obsessivo e intenso que Heathcliff sente é um dos marcos da literatura e o transforma no "vilão" da história. Dei a ele o quarto lugar porque ele é capaz de tudo por uma criatura mimada, egoísta e fútil( É isso aí, ela é pior que a Scarlett!), sem perceber o quanto a sua vida vai se destruindo aos poucos e junto com esta, a vida dos outros também. De qualquer maneira, Heathcliff é inesquecível, não tem como não se emocionar com tamanha paixão e além de tudo, foi lindamente interpretado pelo Ralph Fiennes na versão de 1992 do filme. Emily Brontë lançou o livro em 1847.
Melhores Momentos: " How can I live without my life? How can I live without my soul?"
3. Mr. Thornton, de Norte e Sul
Industrial do norte da Inglaterra, John Thornton nasceu pobre, venceu as dificuldades da vida e se tornou o dono de uma das maiores fábricas de algodão da fictícia cidade de Milton. Homem de negócios, inteligente, teimoso e orgulhoso, ele se apaixona pela igualmente orgulhosa Margaret Hale, que, vindos dos lindos campos do Sul, odeia qualquer coisa relacionada ao fumacento Norte, inclusive ele. O que gosto nele é que mesmo apaixonado por Margaret, ele não é alheio aos seus defeitos e nem destrói sua vida por causa dela, ao contrário, continua administrando tudo com mão de ferro e ainda encontra tempo para ser gentil com os pais dela. Seu senso prático, implacável e ainda assim, terno com a mãe e apaixonado por alguém que inicialmente o odeia, faz com que seja o melhor personagem do livro. Richard Armitage o interpreta na linda minissérie da BBC. Elizabeth Gaskell lançou o livro em 1855.
Melhores Momentos: Não é uma frase, mas um momento quando Margaret sai ferida no meio da greve dos trabalhadores e Thornton a carrega para dentro de casa, percebendo o quanto a ama de verdade (Fooofo!)
2. Mr. Rochester, de Jane Eyre
Dono de Thornfield Hall e patrão de Jane, que serve de preceptora para sua filha bastarda Adèle, Mr. Rochester é um mistério. Autoritário, um pouco ranziza, mas incrivelmente apaixonado por Jane, ele não liga tanto para as convenções sociais e é bem mais ardente na sua paixão do que os outros já citados ( Exceto Rhett Butler). Seu passado e o segredo que esconde o atormenta, pois sabe que isso é um impedimento para ficar com a protagonista, mas não perde tempo em conquistá-la, tamanha é a paixão que sente por ela. Na linda minissérie da BBC, ele é interpretado por Toby Stephens e no filme mais recente, por Michael Fassbender. Charlotte Brontë lançou o livro em 1847.
Melhores Momentos: A declaração dele para Jane, no jardim, sob a luz do luar.
1.Mr. Darcy, de Orgulho e Preconceito
O ouro vai pra ele, o melhor mocinho de todos os tempos! E não há nenhum personagem que possa ousar se comparar ao Mr. Darcy. Arrogante a princípio, julgando Elizabeth Bennet apenas como "tolerável" no quesito beleza, Darcy aos poucos vai se apaixonando por ela, enquanto a jovem Bennet apenas o odeia e ouve todo tipo de intriga ao seu respeito. A personalidade de Mr. Darcy, intolerável no início, vai se mostrando belíssima, resignada, corajosa e apaixonada. Alguém que não mede esforços para conquistar quem ama ou para ajudá-la de todas as formas. Interpretado lindamente por Colin Firth na minissérie da BBC em 1997 e no filme mais recente, por Matthew McFadyen. Lançado pela diva Jane Austen em 1797.
Melhores Momentos: O pedido de casamento que ele faz à Elizabeth.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Sussurro - Becca Fitzpatrick
SUSSURRO
Autora: Becca Fitzpatrick
Editora:Intrínseca
N° de páginas:264
Esse foi um livro que li após uma depressão-pós-livro. Não adiantou nada,né? Fiquei apaixonada por esse e tive que buscar outro para esquecê-lo( Só que o outro foi logo o Cidade das Cinzas!Mas isso são cenas dos próximos posts).
Nora Grey é uma adolescente normal que nunca se apaixonou na vida, mesmo com sua amiga divertidíssima Vee para mostrá-la caras legais. Só que isso muda ao ter que trocar de parceiro na aula de biologia e conhecer Patch, misterioso,lindo, que parece saber seus segredos mais íntimos. Nora sabe que ele é perigoso... Mas não sabe se acaba se apaixonando de vez ou corre dele.
Além disso, um estranho mascarado passa a persegui-la constantemente e sumindo como se fosse por mágica. E ela só percebe que sua vida está em perigo quando Vee é confundida com ela e é atacada. Seria Patch por trás de tudo isso? Ou algo muito maior que ela poderia imaginar?
Demorei demais pra ler esse livro, mas não sabia que a trama sobre anjos poderia ser tão legal. Patch é um anjo caído, mais parecendo um lindo bad boy, com um sorriso despreocupado e aquelas frases cortantes quando ele conversa com Nora:
Eu captei seu olhar e não pude evitar igualar seu sorriso – brevemente.
“Com sorte não em seu favor. Maior sonho?”
Eu estava orgulhosa dessa porque sabia que iria aturdi-lo. Ela requeria premeditação.
“Beijar você.”
“Isso não é engraçado,” eu disse, segurando seus olhos, grata por não ter gaguejado.
“Não, mas fez você corar.”
Se o Patch existisse na vida real seria tachado de cafajeste só com as insinuações que ele faz ao longo do livro, mas como personagem literário ele está perfeito! Você se pergunta o livro inteiro se ele realmente está afim da Nora como diz estar ou se pode estar por trás dos acontecimentos estranhos, já que ele é um anjo caído e tal. Mas é um daqueles mocinhos com diálogos tão legais que faz você querer voltar e ler de novo o que ele diz.
A Vee é a amiga ideal. Engraçada e que dá um super apoio à Nora, embora sua ingenuidade dê nos nervos.
A Nora é uma personagem que não é boba e nem fica sonhando com o príncipe encantado (Alô, Bella Swan?), mas é muito impetuosa e não pensa antes de se meter em encrenca. Ela se sacrifica muito por amizade, como naquela cena em que Vee está encrencada e Nora vai atrás dela, sozinha, numa rua perigosa e troca seu casaco por informações de uma mendiga. É muita loucura! E é completamente apagada quando o Patch aparece, porque não consegue vencê-lo no raciocínio dos seus diálogos e fica corada no final.
O primeiro livro da série Hush Hush é muito bom, do tipo que faz você querer reler. Os personagens são interessantes e a mitologia dos anjos é muito bacana, embora ela seja apresentada de forma jogada e mal explicada ao longo do livro. Ao contrário de Julie Kagawa em O Rei do Ferro, Becca Fitzpatrick não prepara o terreno para o leitor e faz toda a ação e informação acontecerem ao redor do casal principal. Não sei se na continuação Crescendo, a história dos nephilins é melhor explicada, mas espero saber mais e, claro, mais cenas românticas da Nora e do Patch.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Resenha - O Rei do Ferro

O REI DO FERRO
Autora: Julie Kagawa
Editora: Underworld
N° de páginas: 352
Meghan Chase é uma adolescente que não mora na cidade e tem uma mãe e um padrasto avessos a tecnologia, inclusive de coisas tão básicas na existência de um adolescente "normal" quanto um celular e uma internet decente. Com o pai misteriosamente desaparecido, Meghan sente como se as pessoas esquecessem da sua existência e a ignorassem, como acontece no colégio e até mesmo em casa, em relação ao seu padrasto. Os únicos que a fazem feliz são Ethan, seu fofíssimo irmão caçula de quatro anos e Robbie, seu melhor amigo.
Ao completar 16 anos, Meghan tem estranhas visões e Ethan passa a se comportar de forma diferente, com uma crueldade e ferocidade que não eram dele. É então que seu amigo Robbie revela que o seu irmão foi sequestrado por fadas e uma cópia foi colocada em seu lugar. E para maior surpresa dela, Robbie revela que é Puck, bobo da corte do rei Oberon, no mundo das fadas, em Nevernever e que esteve ao lado dela esse tempo para protegê-la.
E aí que a garota mergulha num mundo feroz, fascinante e perigoso para resgatar seu irmão. É lá que descobre que o rei Oberon é seu pai, o que a coloca em um jogo de interesses, especialmente com a Corte do Inverno e o seu príncipe, de quem Meghan não sabe se deve fugir ou se apaixonar.
Ufa! Sinopse meio comprida, mas é mais ou menos isso aí. O livro chega aos poucos no mundo das fadas, preparando o terreno, mostrando a vida e o sofrimento de Meghan no colégio e sua relação com Robbie ( Que poderia ter sido melhor mostrada, com mais memórias de amizade). O changeling que ocupa o lugar de Ethan é assustador e essas primeiras partes são bem sombrias. Não que Nevernever não seja. A mitologia das fadas é bem colocada, mostrando o lado traiçoeiro da maioria delas e dos outros seres desse mundo, que traz mais perigo do qualquer outra coisa. Confesso que a jornada de Meghan e Puck ao rei Oberon me deixou impaciente: muitas desventuras, muita ingenuidade da moça e até aquele momento a falta de algo marcante nos personagens.
Puck, que é o mesmo personagem de Shakespeare em Sonho de uma Noite de Verão( Que inspirou muita a gente a escrever sobre o reino das fadas), é esperto, brincalhão e desafiador, algo que só foi se tornando mais marcante (Para mim, pelo menos) do meio do livro em diante. Acho que faltou mostrar a audácia dele como Robbie, no colégio.
O personagem mais interessante mesmo é o gato( sim, um gato falante, como o Cheshire de Alice) Grimalkim, misterioso, esperto, sarcástico, do mesmo jeito que se imagina que um gato seja se ele pudesse falar. Nunca se sabe se ele está lá pelo acordo com Meghan ou por amizade mesmo (No final, talvez, fique mais evidente).
Mas o destaque mesmo vai para Ash, que está ali para ser o alvo da paixão de Meghan, mesmo sendo o príncipe do Inverno e esteja ali para usá-la como trunfo na sua Corte. Misterioso, excelente lutador e poderoso, ele acredita em levar a moça para a Corte do Inverno, que é rival da Corte do rei Oberon. Claro que com o acordo que faz com Meghan tende a mudá-lo um pouco... mas sem spoilers!
A personagem principal é cabeça dura, age sem pensar, faz acordos com Deus e o mundo (algo perigoso no nosso mundo, imagine no mundo das fadas), é teimosa, desafia alguns seres poderosos (vide a ciumenta rainha Titania) e se apaixona por Ash assim, do nada. Mas é algo cada vez mais comum as autoras de livros YA( Young Adults) ou até mesmo infanto-juvenis, colocarem a mocinha para ser um pouco irritante ( vide a coleção Hush Hush e os Instrumentos Mortais).
Afora isso, o livro é cativante, bastante rico em conteúdo, mostra que a autora planeja bem os passos dos personagens e apesar de bem descritivo, deixa uma sensação de como se realmente estivéssemos lá. A passagem no reino do ferro deixa uma sensação angustiante e torturante e o breve vislumbre da Corte do Inverno deixa qualquer um encantado, quase sentindo o gelo.
O final dá aquela abertura pro segundo, mas nada que já não fosse esperado, ainda assim, dá pra aguçar a curiosidade.
Esse era um livro que figurava na minha lista desde o ano passado, mas só agora eu li. Deixei ficar próximo também da continuação, A Filha do Ferro.É um livro bom que só tende a melhorar nos próximos, uma vez que todos estamos familiarizados com o mundo selvagem e os personagens cínicos e interesseiros de Nevernever.
P.S: O rei Oberon e a rainha Titania também estão no livro do Shakespeare.
P.S ²: Muitas passagens não foram explicadas. A presença de Ash no mundo humano no começo do livro, por exemplo.
P.S ³: Nojo infinito de muitos seres que são personagens adoráveis em livros infantis e aparecem completamente repugnantes nessa história mais realista com o folclore.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Retrospectiva Literária
2011 já passou, já estamos em 2012 e está mais do que na hora de relembrar os melhores do ano (passado)!
Melhor Romance Romântico

Água para Elefantes- Sara Gruen
Não sou de ler romance por romance, mas a história trouxe o mundo circense às páginas de modo realmente encantador.
Melhor Suspense/Terror

A série Anita Blake - Laurell K. Hamilton
Não li muitos gêneros, mas li seis livros dessa série que não resenhei aqui. É sobre uma ressuscitadora de cadáveres que também ajuda a investigar crimes sobrenaturais, além de "enfrentar" a constante presença de um vampiro bonitão. A história é digna de uma série HBO: bizarrices, sangue, protagonista durona, cenas de sexo não necessariamente românticas... É forte. Tanto que depois de ler tantos de uma vez, você precisa parar e ler algo mais fofinho pra relaxar. Recomendo para quem não tem muito nojinho.( A foto é do primeiro livro, Prazeres Malditos, da editora Rocco)
Melhor comédia

Todos de Sarah Mason
Explico. Li Um Amor de Detetive, Alta Sociedade e A vida é uma festa da Sarah Mason. O primeiro é o mais engraçado, mas todos são livros femininos, com protagonistas engraçadíssimas que fazem você parecer louca rindo sozinha. Recomendadíssimo.
Melhor ficção/fantasia/fantástico

Sussurro -Becca Fitzpatrick
Um tanto sem paciência para uma nova modinha, deixei esse livro sobre anjos de lado. Mas ao lê-lo, vi o quanto estava perdendo. O anjo caído Patch é um dos protagonistas mais interessantes que já vi, chamando muito mais atenção do que a protagonista Nora. Suspense, romance e terror permeiam essa história que tem mais duas continuações.
Clássico do ano

Persuasão - Jane Austen
A diva Jane Austen precisava figurar nesta lista. Esse li Persuasão e Mansfield Park, que não resenhei por falta de tempo e porque a história não foi tão cativante assim. Mas Persuasão é lindo, meigo, emociona e é simplesmente perfeito.
Surpresa do ano

Como se livrar de um vampiro apaixonado - Beth Fantaskey
Já resenhado, o livro dono de um título não atraente chamou a atenção por ser muito melhor do que esperava. Não foi o melhor do ano, mas superou tanto o que eu achava que merece um lugarzinho revelação.
Não escolherei o Melhor do Ano porque existem tantos empates que não seria justo escolher um deles.
Mas pretendo ler mais clássicos ano que vem, dar mais chances aos livros ignorados, ler mais literatura brasileira. Afinal, leitura é diversão!
Melhor Romance Romântico
Água para Elefantes- Sara Gruen
Não sou de ler romance por romance, mas a história trouxe o mundo circense às páginas de modo realmente encantador.
Melhor Suspense/Terror
A série Anita Blake - Laurell K. Hamilton
Não li muitos gêneros, mas li seis livros dessa série que não resenhei aqui. É sobre uma ressuscitadora de cadáveres que também ajuda a investigar crimes sobrenaturais, além de "enfrentar" a constante presença de um vampiro bonitão. A história é digna de uma série HBO: bizarrices, sangue, protagonista durona, cenas de sexo não necessariamente românticas... É forte. Tanto que depois de ler tantos de uma vez, você precisa parar e ler algo mais fofinho pra relaxar. Recomendo para quem não tem muito nojinho.( A foto é do primeiro livro, Prazeres Malditos, da editora Rocco)
Melhor comédia
Todos de Sarah Mason
Explico. Li Um Amor de Detetive, Alta Sociedade e A vida é uma festa da Sarah Mason. O primeiro é o mais engraçado, mas todos são livros femininos, com protagonistas engraçadíssimas que fazem você parecer louca rindo sozinha. Recomendadíssimo.
Melhor ficção/fantasia/fantástico
Sussurro -Becca Fitzpatrick
Um tanto sem paciência para uma nova modinha, deixei esse livro sobre anjos de lado. Mas ao lê-lo, vi o quanto estava perdendo. O anjo caído Patch é um dos protagonistas mais interessantes que já vi, chamando muito mais atenção do que a protagonista Nora. Suspense, romance e terror permeiam essa história que tem mais duas continuações.
Clássico do ano
Persuasão - Jane Austen
A diva Jane Austen precisava figurar nesta lista. Esse li Persuasão e Mansfield Park, que não resenhei por falta de tempo e porque a história não foi tão cativante assim. Mas Persuasão é lindo, meigo, emociona e é simplesmente perfeito.
Surpresa do ano
Como se livrar de um vampiro apaixonado - Beth Fantaskey
Já resenhado, o livro dono de um título não atraente chamou a atenção por ser muito melhor do que esperava. Não foi o melhor do ano, mas superou tanto o que eu achava que merece um lugarzinho revelação.
Não escolherei o Melhor do Ano porque existem tantos empates que não seria justo escolher um deles.
Mas pretendo ler mais clássicos ano que vem, dar mais chances aos livros ignorados, ler mais literatura brasileira. Afinal, leitura é diversão!
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Como se livrar de um vampiro apaixonado
Existem livros que ganham você pela capa ou pelo título. E livros que repelem à primeira vista ou pela capa ou pelo título, às vezes até pelo autor.
Como se livrar de um vampiro apaixonado, de Beth Fantaskey, da Editora Sextante, representa o segundo caso.
Eu achava se tratar de uma paródia de livros de vampiro, outro "Opúsculo" da vida. Nada contra tais livros, apenas não tenho paciência ou interesse em ler algo que não tem história própria, apenas é construída em cima de outra. O título matava meu interesse até de ler a sinopse. O original chama-se Jessica´s Guide to Dating on the Dark Side (Algo como o Guia de Jessica para namorar no lado obscuro), ainda meio assim, mas bem mais próximo do que realmente se trata o livro.
Jessica Packwood leva uma vida normal em um propriedade rural na Pensilvânia, tendo uma melhor amiga e um garoto por quem é interessada. Para ficar mais normal ainda, é importunada pelo valentão da escola e a líder de torcida. Apesar de tudo, ela sabe que sua origem não é assim tão normal: foi adotada na Romênia e seu antigo nome é Antanasia.
Sua vida muda quando um europeu metido à besta aparece e alega que ambos são príncipes vampiros de clãs rivais que foram destinados a se casarem um com o outro a fim de selarem a paz. Só em ouvir "vampiro", Jessica surta. E pra piorar, seus pais admitem que sempre souberam do fato e hospedam o estranho e bonito Lucius Vladescu em casa, sob o disfarce de um aluno de intercâmbio. Ainda se recusando a acreditar naquela história, Jessica passa a conviver diariamente com Lucius na escola e diretamente na sua vida, atrapalhando até mesmo seu romance com Jake Zinn e começa a sentir algo diferente e novo no seu coração. Resta saber se ela aceitará a história absurda com Lucius e se unir a ele ou optará pela vida tranquila ao lado de Jake.
Esse livro foi surpreendente. Principalmente pela relutância da protagonista em aceitar o vampirismo como algo comum e desejável, o que não acontece na maioria dos livros de vampiro que empilham as prateleiras das livrarias. Jessica é comum, se sente gorda, é atormentada pelos idiotas do colégio, tem pais vegetarianos muito engraçados, uma melhor amiga que sempre lê a Cosmopolitan ( A Nova por aqui) e uma paixonite por Jake, que mora na fazenda vizinha. Porém, a presença de Lucius não é imposta pela autora como a resolução dos problemas da jovem logo no início, como os perfeitos vampiros de outros livros. O ar esnobe, as vestes antiquadas numa escola e o papo de casamento não me conquistaram de início e achei que a história iria terminar com aquele vampiro levando um pé na bunda de maneira cômica.
Mas tanto Jessica quanto Lucius foram desenvolvidos ao longo do livro. O último ensina a Jessica como a valorizar a si mesma, seu cabelo cacheado, seu corpo bonito por ter curvas e a ter orgulho de si mesma, como rainha. E realmente a protagonista evolui a ponto de percebemos claramente essa mudança gradual, no final. Lucius revela um lado sarcástico, bem-humorado, consciente dos costumes à sua vontade e definitivamente intenso e misterioso. Tem horas que você se pergunta o que ele pode estar pensando, por que está fazendo isso e até xingá-lo!
A história começa engraçadinha, bem high-school e amadurece a partir da protagonista, chegando ao desfecho final de modo sombrio e apaixonante.
O livro não é um best-seller, nem tem a escrita mais elegante de outros escritores, mas te envolve do começo ao fim e termina com uma sensação boa de quem leu um romance gostoso e espera pelo próximo. Fazia tempo que não mergulhava num livro em poucas horas e isso se deve pela maneira pouco usual de conduzir uma história de vampiros, colocando a mocinha para ter atitude e amor próprio.
O próximo volume é Jessica Rules the Dark Side e não vou dar muitos detalhes para não soltar nenhum spoiler, mas espero ansiosa para ler.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Crítica: Água para Elefantes (Livro e Filme)
De início, não fiquei com vontade de assistir Água para Elefantes e nem de ler o livro. A antipatia
que senti ao ver Robert Pattinson fazendo par romântico com Reese Witherspoon superou qualquer história que fosse legal. Mas de qualquer maneira, acabei lendo o livro e qual a supresa? Era realmente bom. Mas vamos aos comentários:
O Livro de Sara Gruen
A capa do livro que eu li é a mesma do filme, da editora Arqueiro, e ( embora eu não goste de ver capas de filmes em livros) devo dizer que é muito linda e inspira uma boa leitura. O livro mostra a vida de Jacob Jankowski, um senhor de 93 anos que mora em um asilo. Com o que acontece na instituição, ele relembra a trajetória de sua vida, ao perder os pais, ficar sem moradia pelas dificuldas financeiras, largar a faculdade de veterinária e pular para dentro de um trem do circo dos Irmãos Benzini. A descrição da autora é minuciosa e ficamos sabendo como funcionavam os circos nos anos 30, até detalhes sobre separação entre artistas e trabalhadores até mesmo o fato que havia uma tenda para dançarinas que se prostituíam a quem pagasse mais. Mas assim é a vida do circo e Jacob acaba se tornando veterinário do lugar. Assim, ele conhece Marlena, a domadora de cavalos e esposa de August, um dos homens mais poderosos (e perigosos) do lugar. E o mais fofo é Rosie, a elefanta (ou elefoa, as opiniões meio que divergem sobre isso) que não obedece ninguém, mas é incrivelmente carismática, que conquista o coração de Jacob e Marlena.
O bom do livro é que não só um romance, mas a história de uma vida, contada através das memórias de um idoso que sofre pelas restrições da idade e o tratamento insosso do asilo.O final é inesperado e fica a critério do leitor gostar ou não. Posso dizer que gostei,
O filme
O longa-metragem começa pelo final do livro, o que dá um bom efeito narrativo para a linguagem cinematográfica, embora a vida e as reflexões do asilo se percam nessa escolha. Robert Pattinson
apenas cumpre a função de pelo menos parecer o personagem, não tentando ir muito além disso. A personagem Marlena é modificada para o filme parecer "romance entre mulher casada e experiente com rapaz ainda ingênuo", com a própria contratação de Reese Witherspoon( Que na minha opinião, está ótima) que é mais velha que Pattinson.Enquanto no livro, Marlena é de origem rica e mais nova que Jacob, apesar de ser casada, no filme ela é orfã, que casa com August como uma tábua de salvação e adora a vida do espetáculo. Acho que no geral o filme é bom, mas pelo livro, poderia ter sido uma obra-prima se caísse nas mãos de outro diretor. Os destaques vão para Rosie, é claro, uma verdadeira acrobata em cena, mesmo sendo um elefante enorme e Christoph Waltz, que fez de August mais um de seus vilões fascinantes( É só lembrar de Bastardos Inglórios).
No final das contas: O livro superou o filme. Eu recomendo ler o livro antes, porque ao assistir o filme a pessoa pode pensar que o livro não fará muita diferença, mas faz, viu?
O Livro de Sara Gruen
A capa do livro que eu li é a mesma do filme, da editora Arqueiro, e ( embora eu não goste de ver capas de filmes em livros) devo dizer que é muito linda e inspira uma boa leitura. O livro mostra a vida de Jacob Jankowski, um senhor de 93 anos que mora em um asilo. Com o que acontece na instituição, ele relembra a trajetória de sua vida, ao perder os pais, ficar sem moradia pelas dificuldas financeiras, largar a faculdade de veterinária e pular para dentro de um trem do circo dos Irmãos Benzini. A descrição da autora é minuciosa e ficamos sabendo como funcionavam os circos nos anos 30, até detalhes sobre separação entre artistas e trabalhadores até mesmo o fato que havia uma tenda para dançarinas que se prostituíam a quem pagasse mais. Mas assim é a vida do circo e Jacob acaba se tornando veterinário do lugar. Assim, ele conhece Marlena, a domadora de cavalos e esposa de August, um dos homens mais poderosos (e perigosos) do lugar. E o mais fofo é Rosie, a elefanta (ou elefoa, as opiniões meio que divergem sobre isso) que não obedece ninguém, mas é incrivelmente carismática, que conquista o coração de Jacob e Marlena.
O bom do livro é que não só um romance, mas a história de uma vida, contada através das memórias de um idoso que sofre pelas restrições da idade e o tratamento insosso do asilo.O final é inesperado e fica a critério do leitor gostar ou não. Posso dizer que gostei,
O filme
O longa-metragem começa pelo final do livro, o que dá um bom efeito narrativo para a linguagem cinematográfica, embora a vida e as reflexões do asilo se percam nessa escolha. Robert Pattinson
No final das contas: O livro superou o filme. Eu recomendo ler o livro antes, porque ao assistir o filme a pessoa pode pensar que o livro não fará muita diferença, mas faz, viu?
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Era uma vez...
Sem postar nada há meses ( Culpa dos estudos, não minha...), descobri uma série interessante.
Se ela continuará sendo ou não, é algo que não posso saber, mas que me chamou a atenção e resolvi postar aqui.
Todo mundo sabe que os temas mais recorrentes em séries são adolescente, advogados, médicos, policiais e livros da L.J.Smith (The Vampire Diaries e The Secret Circle), mas ninguém (Pelo menos que eu soubesse) fez algo sobre.... contos de fada!
Duas séries foram lançadas com essa temática: Grimm e Once Upon a Time.
Não assisti Grimm, de modo que só posso falar do segundo.
Estrelado por Jennifer Morrison (A Dra. Cameron de "House" e a Zoey de "How I Met Your Mother") que interpreta Emma, uma mulher que depara com um menino na sua porta dizendo que é seu filho. Para piorar, o menino (Que realmente é filho de Emma, abandonada na adoção, dez anos antes) diz que sua cidade é habitada por personagens de contos de fada, que sofreram uma maldição da bruxa malvada e foram presos nessa realidade sob o disfarce de pessoas comuns, sem se recordarem de nada.
Esse é a história resumidissima da série. Pode parecer infantil e ridícula, mas é no mínimo,
curiosa. Quem já teve a infância lendo os livros dos irmãos Grimm certamente relembrará de muitas figuras nessa série, como o onipresente Príncipe Encantado, Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve,etc.
Once Upon a Time é doce, sem medo de mostrar contos de fada no meio de várias séries polêmicas e despertando a curiosidade de quem assiste o primeiro episódio. Se conseguirá exibir a temporada completa, só o tempo dirá, mas os contos de fada estão mesmo chegando com tudo. Não só nas telinhas, mas nas telonas também, com o clássico "Branca de Neve" em vias de ser realizado, estrelado por Julia Roberts, no papel da Bruxa Má.
Todo mundo sabe que os temas mais recorrentes em séries são adolescente, advogados, médicos, policiais e livros da L.J.Smith (The Vampire Diaries e The Secret Circle), mas ninguém (Pelo menos que eu soubesse) fez algo sobre.... contos de fada!
Duas séries foram lançadas com essa temática: Grimm e Once Upon a Time.
Não assisti Grimm, de modo que só posso falar do segundo.
Estrelado por Jennifer Morrison (A Dra. Cameron de "House" e a Zoey de "How I Met Your Mother") que interpreta Emma, uma mulher que depara com um menino na sua porta dizendo que é seu filho. Para piorar, o menino (Que realmente é filho de Emma, abandonada na adoção, dez anos antes) diz que sua cidade é habitada por personagens de contos de fada, que sofreram uma maldição da bruxa malvada e foram presos nessa realidade sob o disfarce de pessoas comuns, sem se recordarem de nada.
Esse é a história resumidissima da série. Pode parecer infantil e ridícula, mas é no mínimo,
Once Upon a Time é doce, sem medo de mostrar contos de fada no meio de várias séries polêmicas e despertando a curiosidade de quem assiste o primeiro episódio. Se conseguirá exibir a temporada completa, só o tempo dirá, mas os contos de fada estão mesmo chegando com tudo. Não só nas telinhas, mas nas telonas também, com o clássico "Branca de Neve" em vias de ser realizado, estrelado por Julia Roberts, no papel da Bruxa Má.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Os 5 melhores escritores
Sendo hoje o dia do escritor, a data não pode ficar restrita aos nomes da Literatura, mas se estender a todos nós, escritores amadores, blogueiros, jornalistas e por aí vai...
Mas como citar o nome de escritores que não circulam na Literatura mundial seria complicado por que até mesmo citar todos os que estão presentes nela seria inviável, fiz uma listinha dos meus escritores favoritos( Sendo uma lista pessoal, fica meio esquisita por não ter escritores brasileiros, mas gosto é gosto..) , que são o alento nos dias de tristeza, a alegria que nos contagia e a inspiração que permeia nossa existência.Note que aqui não coloquei nenhum escritor contemporâneo, porque senão a lista ficaria enorme. Aqui vão eles:
Jane Austen(1775-1817)
Escritora de um dos meus romances favoritos de todos os tempos, Orgulho e Preconceito, Jane
Austen escreveu numa época de rigor de conduta, fazendo com que seus livros não tenham cenas de beijo, o que não a impediu de criar romances inesquecíveis, com personagens peculiares e um senso de análise fortíssimo. Jane, no entanto, nunca se casou por não poder se casar com um rapaz cuja família não a queria por motivos financeiros.Os livros são recomendados para quem quer se apaixonar por um livro.
Oscar Wilde(1854 -1900)
Escritor do famoso O Retrato de Dorian Gray, viveu plenamente na sociedade literária e
casou-se com uma mulher rica, Constance Llyod. Suas peças são as minhas favoritas, em que ele com um humor único critica astutamente a sociedade hipócrita rica de maneira discreta e divertida. Dentre as peças, estão: O leque da sra.Windermere e a Importância de ser Prudente; Além disso, ele escreveu romances e histórias infantis. Envolvido num escândalo pela descoberta de sua homossexualidade, ele passou dois anos na prisão, onde sua alegria e saúde se esvaíram para morrer pouco tempo depois de ser libertado.Livros recomendados para quem quer rir e se impressionar com o luxo.
Emily Brontë(1818-1848)
Uma das famosa irmãs Brontë, Emily escreveu uma única e inesquecível obra-prima O Morro
dos Ventos Uivantes, que não foi bem compreendido na época, mas figura como uma das maiores obras da Literatura romântica, com seus personagens amargurados e vingativos, uma atmosfera tenebrosa, tensa e sombria, sobre um amor maldito e imortal. A autora nunca casou e morreu cedo. Livro para quem quer conhcer uma história de amor fora do habitual romântico fofinho.
William Shakespeare (1564-1616)
O maior nome da Literatura mundial não podia deixar de figurar aqui. Mestre de obras imortais como Hamlet,Romeu e Julieta, Macbeth, dentre outros, Shakespeare escreveu as mais épicas
tragédias, mas comédias muito boas, na sua literatura escrita em forma de peça(Uma vez que ele não escrevia em romances, mas para sua trupe, sendo suas peças reunidas e publicadas em formato de romance posteriormente à sua morte). Casado com Anne Hathaway (Sim, a atriz tem esse nome por causa dela), o dramaturgo abandonou tudo para viver do Teatro, chegando a encenar peças e escrever sonetos para as figuras mais ricas da Inglaterra.Livros para quem gosta de sonetos, solilóquios e grandiosidades teatrais.
Charlotte Brontë (1816-1855)
Autora do famoso Jane Eyre, Charlotte era uma das literárias irmãs Brontë e seus livros contém
um ar sombrioe tenebroso, embora ela ouse um pouco mais (para a época) no romance. Chegou a casar e ter filhos, mas também faleceu muito nova, antes dos quarenta anos.Livros para quem gosta de um atmosfera sombria no romance.
Mas como citar o nome de escritores que não circulam na Literatura mundial seria complicado por que até mesmo citar todos os que estão presentes nela seria inviável, fiz uma listinha dos meus escritores favoritos( Sendo uma lista pessoal, fica meio esquisita por não ter escritores brasileiros, mas gosto é gosto..) , que são o alento nos dias de tristeza, a alegria que nos contagia e a inspiração que permeia nossa existência.Note que aqui não coloquei nenhum escritor contemporâneo, porque senão a lista ficaria enorme. Aqui vão eles:
Jane Austen(1775-1817)
Escritora de um dos meus romances favoritos de todos os tempos, Orgulho e Preconceito, Jane
Oscar Wilde(1854 -1900)
Escritor do famoso O Retrato de Dorian Gray, viveu plenamente na sociedade literária e
casou-se com uma mulher rica, Constance Llyod. Suas peças são as minhas favoritas, em que ele com um humor único critica astutamente a sociedade hipócrita rica de maneira discreta e divertida. Dentre as peças, estão: O leque da sra.Windermere e a Importância de ser Prudente; Além disso, ele escreveu romances e histórias infantis. Envolvido num escândalo pela descoberta de sua homossexualidade, ele passou dois anos na prisão, onde sua alegria e saúde se esvaíram para morrer pouco tempo depois de ser libertado.Livros recomendados para quem quer rir e se impressionar com o luxo.Emily Brontë(1818-1848)
Uma das famosa irmãs Brontë, Emily escreveu uma única e inesquecível obra-prima O Morro
William Shakespeare (1564-1616)
O maior nome da Literatura mundial não podia deixar de figurar aqui. Mestre de obras imortais como Hamlet,Romeu e Julieta, Macbeth, dentre outros, Shakespeare escreveu as mais épicas
Charlotte Brontë (1816-1855)
Autora do famoso Jane Eyre, Charlotte era uma das literárias irmãs Brontë e seus livros contém
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Cinco "amigos" que você encontra na vida
Em homenagem ao Dia do Amigo"(Que foi ontem), eu poderia escrever um post sobre como nossos amigos(os verdadeiros!) são especiais, como eles enchem nossa vida de alegria e nos dão um motivo maior para seguir em frente...Mas como eu já disse isso agora mesmo, posso falar daqueles que aparecem em maior número na nossa vida: os "amigos".Isso, com aspas mesmo. Porque só depois de anos você percebe que seus verdadeiros amigos eram dois ou três, mas os "amigos" eram muitos... Muito agradáveis, charmosos, eles nos conquistam com declaraçõezinhas de amizade e convites pra festas.
Vamos conhecê-los?
O Fofoqueiro
Na verdade, seria melhor dizer as fofoqueiras. Mais conhecida no universo feminino, essa espécie se aproxima sorrateiramente da vítima em busca de companhia, ouve seus segredos com olhos compreensivos, leves acenos de cabeça e uma batidinha no ombro. E há também a velha frase utilizada para tranquilizar a vítima antes do golpe fatal:"Pode deixar, eu não conto pra ninguém". No dia seguinte, a vítima vê seu segredo espalhado aos quatro cantos do colégio(ou da faculdade, ou do trabalho, ou da igreja...) e prepara-se lentamente para morrer de vergonha. As fofoqueiras, hábeis caçadoras, logo se juntam a outro bando e até mesmo reconquistam antigas vítimas com a promessa de apresentá-la para o cara gato que surgiu.
O Bajulador
Essa espécie é encontrado tanto no gênero masculino quanto no feminino. No masculino, a espécie
segue o bando de um indíviduo com popularidade e imita tudo o que o líder faz, levando para a própria vida suas ideias, esquecendo de viver a própria. É também comum o bajulador não ter sucesso com o sexo feminino e por isso idolatrar meninas que procuram sua companhia quando estão sozinhas no MSN, sem carona ou quando levam um fora. No gênero feminino, a bajuladora segue a líder de um bando ou uma menina que exerça um forte poder de influência. Com isso, a "amiga" copia suas roupas, ri de suas piadas, faz declarações de amor pelo Facebook, depoimentos no Orkut e pede a opinião da líder até mesmo em situações em que tenha maior conhecimento. Essa espécie é do tipo parasita, que impede a vítima de crescer enquanto a cerca de elogios.
O Oportunista
Também encontrado nos dois gêneros, o oportunista, no sexo masculino, aproveita-se da vítima
quando a mesma possui um carro, para assim levá-lo a baladas. A espécie procura andar com caras cheio de contatos, que sempre andam de balada a balada, costumam ir para casas de praia com garotas. O oportunista também se apresenta na faculdade ou no colégio nas vésperas de prova, grudando na vítima com maior poder intelectual. No gênero feminino, a oportunista procura as garotas que saem para baladas, têm maior poder sobre os caras, têm carro, são bonitas e podem apresentá-las a pessoas interessantes.Você reconhece um oportunista quando você perde o que o atrai, seja o carro, seja quando a época de provas acaba, seja quando você deixa de andar com os caras legais.Essa espécie é pior que o bajulador, pois suga o máximo de energia para depois abandonar a vítima tão depressa quanto surgiu.
O Invejoso
Uma das piores espécies de "amigo", podendo ser encontrada tanto no gênero masculino quanto no feminino. Uma evolução do bajulador com oportunista, o invejoso, no gênero masculino, mostra-se sutilmente, cercando a vítima como o bajulador e o fofoqueiro, prestando atenção nos amigos dele, das garotas com quem ele sai, no emprego, para depois puxar o tapete. Com o gênero feminino ocorrre algo parecido, mas a invejosa faz pior, chegando a criticar aquilo que acha mais bonito na sua vítima, como o corpo, a risada, o namorado, etc, fazendo a vítima se sentir horrível consigo mesma. O invejoso é uma espécie perigosíssima.
O Galinha
Presente no gênero masculino e feminino, o galinha causa menos transtorno no gênero masculino, que releva seu comportamento, ri dele e só nota o perigo quando a espécie ameaça ficar com alguma ficante do "amigo". No gênero feminino, a galinha atrai vergonha para suas "amigas", apresenta caras ridículos a elas, coloca-as em situações contrangedoras e só volta a se interessar pela "amiga" quando ela tem algo interessante a dizer sobre sua vida sexual.
Vamos conhecê-los?
O Fofoqueiro
Na verdade, seria melhor dizer as fofoqueiras. Mais conhecida no universo feminino, essa espécie se aproxima sorrateiramente da vítima em busca de companhia, ouve seus segredos com olhos compreensivos, leves acenos de cabeça e uma batidinha no ombro. E há também a velha frase utilizada para tranquilizar a vítima antes do golpe fatal:"Pode deixar, eu não conto pra ninguém". No dia seguinte, a vítima vê seu segredo espalhado aos quatro cantos do colégio(ou da faculdade, ou do trabalho, ou da igreja...) e prepara-se lentamente para morrer de vergonha. As fofoqueiras, hábeis caçadoras, logo se juntam a outro bando e até mesmo reconquistam antigas vítimas com a promessa de apresentá-la para o cara gato que surgiu.
O Bajulador
Essa espécie é encontrado tanto no gênero masculino quanto no feminino. No masculino, a espécie
O Oportunista
Também encontrado nos dois gêneros, o oportunista, no sexo masculino, aproveita-se da vítima
O Invejoso
Uma das piores espécies de "amigo", podendo ser encontrada tanto no gênero masculino quanto no feminino. Uma evolução do bajulador com oportunista, o invejoso, no gênero masculino, mostra-se sutilmente, cercando a vítima como o bajulador e o fofoqueiro, prestando atenção nos amigos dele, das garotas com quem ele sai, no emprego, para depois puxar o tapete. Com o gênero feminino ocorrre algo parecido, mas a invejosa faz pior, chegando a criticar aquilo que acha mais bonito na sua vítima, como o corpo, a risada, o namorado, etc, fazendo a vítima se sentir horrível consigo mesma. O invejoso é uma espécie perigosíssima.
O Galinha
Presente no gênero masculino e feminino, o galinha causa menos transtorno no gênero masculino, que releva seu comportamento, ri dele e só nota o perigo quando a espécie ameaça ficar com alguma ficante do "amigo". No gênero feminino, a galinha atrai vergonha para suas "amigas", apresenta caras ridículos a elas, coloca-as em situações contrangedoras e só volta a se interessar pela "amiga" quando ela tem algo interessante a dizer sobre sua vida sexual.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Um Não-Adeus a Harry Potter
Nesse sábado dei adeus a um velho amigo, munida de pipoca e óculos 3D. Confuso? Não para quem acompanhou a saga Harry Potter durante dez anos. Durante uma década, acompanhei Harry, Rony e Hermione na suas aventuras até a despedida final nesse maravilhoso último filme.
Mas como toda história tem um começo, assim como muitos outros, eu tenho a minha. Ao dez
anos, Harry Potter e a Pedra Filosofal era um livro aparentemente enorme, que eu não tinha certeza se conseguiria ler.Achava que seria um livrinho qualquer, daqueles que se pega na biblioteca do colégio e esquece anos após a leitura. Mas não esse. Fui mergulhada num mundo fantástico, repleto de personagens fascinantes e aventuras inesquecíveis.Tanto é que depois eu ficava com aquela vontade de receber a carta de Hogwarts quando completasse onze anos. Só hoje percebo que, sim, eu recebi aquela carta.
Não foi uma carta me convidando para Hogwarts, mas para um mundo além dos portões do castelo e infinitamente fascinante, no qual sempre me aventuro: O mundo da leitura.
Harry Potter me deu uma carta de convite, um verdadeiro passaporte, ao mundo dos livros. Com ele, viajo até hoje em páginas distantes, repletas de perigo, emoção, tristeza, risadas e muita aventura. Sempre que posso visito aquelas páginas perfeitas escritas por J.K.Rowling, onde sou recebida calorosamente por antigos conhecidos.
Assistir Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 encerra uma década da minha vida e ao
mesmo tempo me diz que esse não é um adeus completo. As palavras de Rowling sempre estarão ali, disponíveis, abertas a receber novamente a visita daqueles que foram seus alunos de leitura. Outras sagas serão descobertas, outros personagens serão conhecidos, mas sempre teremos a certeza de encontrar o conforto de uma infância com Harry Potter, em Hogwarts, na Toca,em Hogsmeade, no mundo da magia.
E posso dizer, por fim, que o filme se encerrou de maneira digna. O longa mostrou que duas partes foram absolutamente necessárias para mostrar o drama do enredo e o desenvolvimento das relações do personagens.Cenas de ação perfeitas, um pouco atenuantes em relação às mortes que ocorrem(Obviamente para conseguir uma censura menor), trilha sonora de acordo com tudo e inclusive aquela velha melodia composta por John Williams que embalou as aventuras de Harry nos primeiros filmes. O destaque da ação, além do embate de Harry e Voldemort foi a atuação de Snape( E Alan Rickman), que com certeza emocionará aqueles que já leram o livro e surpreenderá os que não leram.
Por fim, como esse post já se estendeu demais, encerro aplaudindo essa impressionante saga cinematográfica, a inesquecível saga literária, sua inteligentíssima autora e dando meu não-adeus ao bruxinho mais famoso de todos os tempos.
Mas como toda história tem um começo, assim como muitos outros, eu tenho a minha. Ao dez
Não foi uma carta me convidando para Hogwarts, mas para um mundo além dos portões do castelo e infinitamente fascinante, no qual sempre me aventuro: O mundo da leitura.
Harry Potter me deu uma carta de convite, um verdadeiro passaporte, ao mundo dos livros. Com ele, viajo até hoje em páginas distantes, repletas de perigo, emoção, tristeza, risadas e muita aventura. Sempre que posso visito aquelas páginas perfeitas escritas por J.K.Rowling, onde sou recebida calorosamente por antigos conhecidos.
Assistir Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 encerra uma década da minha vida e ao
E posso dizer, por fim, que o filme se encerrou de maneira digna. O longa mostrou que duas partes foram absolutamente necessárias para mostrar o drama do enredo e o desenvolvimento das relações do personagens.Cenas de ação perfeitas, um pouco atenuantes em relação às mortes que ocorrem(Obviamente para conseguir uma censura menor), trilha sonora de acordo com tudo e inclusive aquela velha melodia composta por John Williams que embalou as aventuras de Harry nos primeiros filmes. O destaque da ação, além do embate de Harry e Voldemort foi a atuação de Snape( E Alan Rickman), que com certeza emocionará aqueles que já leram o livro e surpreenderá os que não leram.
Por fim, como esse post já se estendeu demais, encerro aplaudindo essa impressionante saga cinematográfica, a inesquecível saga literária, sua inteligentíssima autora e dando meu não-adeus ao bruxinho mais famoso de todos os tempos.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Persuasão -Jane Austen

O enredo deste empolgante livro gira em torno dos amores de Anne Elliot que se apaixonara pelo pobre, mas ambicioso jovem oficial da marinha, capitão Frederick Wentworth. A família de Anne não concorda com essa relação e a convence romper seu relacionamento amoroso. Anos após Anne reencontra Frederick, agora cortejando sua amiga e vizinha, Louisa Musgrove.
Um dos melhores livros da Jane Austen que já li, Persuasão conta a história de um amor alvo de preconceitos de nobreza e que resiste anos. Anne Elliot é a primeira protagonista de Austen que não está na flor da idade (Pelo menos para aquela época), tem por volta de uns 27 anos, não tendo portanto, muitas perspectivas de casamento. O protagonista masculino, Frederick Wentworth, também se difere dos outros livros da autora por não ser nobre de nascença e conseguir sua fortuna através do próprio esforço, coisa impensável para a nobreza da época. Apesar da separação, os dois ainda são apaixonados um pelo outro tendo mais uma vez o orgulho impedindo seus caminhos.
A obra é de uma leitura fluida, um pouco confusa para quem nunca leu Jane Austen (Com muitos personagens e repetição de alguns nomes), mas prova o valor da obra da autora e mostra porque ela é um dos nomes mais marcantes da Literatura Inglesa.
Anne Elliot é uma personagem que irrita às vezes por sua paciência infinita com sua família fútil e preconceituosa e a devoção à orgulhosa Lady Russell( Uma personagem que não me cativou nem um pouco), mas torna-se apaixonante por sua racionalidade (Semelhante à de Elinor Dashwood, de Razão e Sensibilidade) e inteligência.
Frederick Wentworth cativa pela sua independência, beleza e força de caráter, sendo um dos protagonistas mais ativos e com mais personalidade dos livros da autora, assemelhando-se um pouco ao inesquecível Sr. Darcy de Orgulho e Preconceito por seu orgulho rancoroso. Ele irrita nos momentos que esse orgulho o faz dar atenção às Musgrove ainda mais irritantes, para depois mostrar o arrependimento por tais atos.
Os demais personagens são descritos de forma tão realista que praticamente podemos reconhecê-los em conhecidos nossos, nas suas manias, futilidades, exageros e amabilidades.
Enfim, a obra é linda, o romance é doce e envolvente, daqueles que não precisam sequer de um beijo para emocionar quem quer que leia.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
As melhores trilhas sonoras de filme
Depois de muuuito tempo sem postar (eu admito), pensei num post que queria fazer há muito tempo e aqui está ele:
As cinco melhores trilhas sonoras não- instrumentais de filmes não-musicais. Confuso? Poderíamos falar de trilhas instrumentais belíssimas ou de filmes musicais que marcaram época, mas não neste post. As melhores trilhas sonoras em relação à escolha das músicas, dos cantores, dos momentos certos,etc. Com todos os pré-requisitos acertados, o filme pode até ser mediano, mas conquista pela trilha. Vamos dar uma olhada:
Segundas Intenções
Estrelado por Ryan Philippe, Sarah Michelle Gellar e Reese Witherspoon, o filme tem um trilha
sonora moderna, urbana, maliciosa e marcante, combinando com a história de Sebastian e Kathryn, dois jovens ricos que passam por cima de todos para satisfazerem suas vontades, até o dia em que Kathryn desafia Sebastian a seduzir a inocente Annette, o que muda suas realidades para sempre. O longa já começa com "Every Me And Every You" do Placebo, mostrando o protagonista arrogante, rico e inescrupoloso de um modo estiloso. O ar arrogante e malicioso dos personagens continua com "Ordinary Life" de Kristen Barry e "Praise You" de Fatboy Slim. A trilha tem seus momentos cute com "Lovefool" do The Cardigans e românticos com "Colorblind" dos Couting Crows. Mas a melhor cena do filme, a do final, torna-se inesquecível com "Bittersweet Simphony" do The Verve. Uma trilha sonora super recomendável.
Romeu+Julieta
Estrelado por Leonardo Dicaprio e Claire Danes e dirigido pelo peculiar Baz Luhrmann, a trilha sonora desse filme mistura o clássico presente na obra imortal de William
Shakespeare com o moderno e despojado da Califórnia que serve como cenário do filme. O filme começa com o clássico de tirar o fôlego "O Verona", por Craig Armstrong, na sequencia em que os Capuleto e os Montecchio trocam tiros. Mas como se trata de uma adaptação moderninha, o filme traz "Crush" do Garbage, a fofíssima "Lovefool"(citada acima) do The Cardigans e a romântica "Kissing You" de Des´rée, que marca a linda cena em que o casal se vê pela primeira vez, no baile da casa dos Capuleto. A trilha tem passagens animadas com "Young Hearts Run Free" de Kym Mazelle, interpretada no filme por Mercutio travestido de mulher, "You And Me Song" do The Wannadies, mostrando um lado ensolarado e feliz na obra trágica. Outras músicas marcantes são "Everybody´s Free" de Quindon Tarver e uma participação especial de Mozart com sua Sinfonia n°25. Ufa! A trilha sonora desse filme é impecável, daquelas de querer ouvir várias e várias vezes.
10 Coisas Que Eu Odeio Em Você
Idolatrado por 8 entre 10 pessoas que eu conheço, esse filme adolescente marcou a época em
que os filmes adolescentes eram realmente bons e com boa trilha sonora. Esse filme, estrelado por Julia Stiles e o então iniciante Heath Ledger, uma também adaptação moderninha de uma obra de Shakespeare, desta vez uma comédia, a Megera Domada. Mas ao contrário de Romeu + Julieta, o filme é completamente moderninho e a trilha sonora mistura rock, músicas fofas e com alto-astral. Prova disso é a presença novamente do The Cardigans novamente com "War", a "banda favorita" de Kat tocando no baile de formatura "C´mom" ( de Letters to Cleo),a música do final, sendo tocada do alto do prédio " I Want You to Want Me" também de Letters to Cleo e claro, a melhor cena do filme, Heath Ledger cantando "I Can´t Take My Eyes Off You" para Kat, com uma orquestra, para tentar reconquistá-la. Trilha para ouvir e se lembrar do filme.
Um Crime Entre Amigas
Estrelado por Rose McGowan, Julie Benz e Rebecca Gayheart, o filme mostra as patricinhas como protagonistas e o seu cruel mundo de grife( Bem antes de Meninas Malvadas). Como esse é o clássico filme das garotas bitch, o rock permeia toda a trilha sonora. Desde Scorpions ("Rock Like a Hurricane") a The Donnas, banda de rock feminino ainda não conhecida muito no Brasil, com "Rock´n´roll Machine" e "Checkin´out". A maioria dos cantores são desconhecidos no Brasil, mas só em assistir o filme você já se sente motivado pela trilha sonora.Uma curiosidade: o cantor Marilyn Manson, namorado de Rose McGowan(!!!) na época, participou do filme, mas não cantou na trilha.
Forrest Gump - O Contador de Histórias
Filme inesquecível, estrelado por Tom Hanks, tem uma trilha sonora nostálgica e que encaix
a tão bem que nos deixamos embalar pela música e esquecemos quantas músicas o filme tem. Tem Elvis Presley (Hound Dog), The Doors ( Hello, I Love You e People Are Strange), Bob Dylan(Blowin' In The Wind), a inesquecível "California Dreaming" do The Mamas and the Papas, a comprida "Free Bird" de Lynard Skynard e muitas outras.
As cinco melhores trilhas sonoras não- instrumentais de filmes não-musicais. Confuso? Poderíamos falar de trilhas instrumentais belíssimas ou de filmes musicais que marcaram época, mas não neste post. As melhores trilhas sonoras em relação à escolha das músicas, dos cantores, dos momentos certos,etc. Com todos os pré-requisitos acertados, o filme pode até ser mediano, mas conquista pela trilha. Vamos dar uma olhada:
Segundas Intenções
Estrelado por Ryan Philippe, Sarah Michelle Gellar e Reese Witherspoon, o filme tem um trilha
Romeu+Julieta
Estrelado por Leonardo Dicaprio e Claire Danes e dirigido pelo peculiar Baz Luhrmann, a trilha sonora desse filme mistura o clássico presente na obra imortal de William
Shakespeare com o moderno e despojado da Califórnia que serve como cenário do filme. O filme começa com o clássico de tirar o fôlego "O Verona", por Craig Armstrong, na sequencia em que os Capuleto e os Montecchio trocam tiros. Mas como se trata de uma adaptação moderninha, o filme traz "Crush" do Garbage, a fofíssima "Lovefool"(citada acima) do The Cardigans e a romântica "Kissing You" de Des´rée, que marca a linda cena em que o casal se vê pela primeira vez, no baile da casa dos Capuleto. A trilha tem passagens animadas com "Young Hearts Run Free" de Kym Mazelle, interpretada no filme por Mercutio travestido de mulher, "You And Me Song" do The Wannadies, mostrando um lado ensolarado e feliz na obra trágica. Outras músicas marcantes são "Everybody´s Free" de Quindon Tarver e uma participação especial de Mozart com sua Sinfonia n°25. Ufa! A trilha sonora desse filme é impecável, daquelas de querer ouvir várias e várias vezes.10 Coisas Que Eu Odeio Em Você
Idolatrado por 8 entre 10 pessoas que eu conheço, esse filme adolescente marcou a época em
que os filmes adolescentes eram realmente bons e com boa trilha sonora. Esse filme, estrelado por Julia Stiles e o então iniciante Heath Ledger, uma também adaptação moderninha de uma obra de Shakespeare, desta vez uma comédia, a Megera Domada. Mas ao contrário de Romeu + Julieta, o filme é completamente moderninho e a trilha sonora mistura rock, músicas fofas e com alto-astral. Prova disso é a presença novamente do The Cardigans novamente com "War", a "banda favorita" de Kat tocando no baile de formatura "C´mom" ( de Letters to Cleo),a música do final, sendo tocada do alto do prédio " I Want You to Want Me" também de Letters to Cleo e claro, a melhor cena do filme, Heath Ledger cantando "I Can´t Take My Eyes Off You" para Kat, com uma orquestra, para tentar reconquistá-la. Trilha para ouvir e se lembrar do filme.Um Crime Entre Amigas

Estrelado por Rose McGowan, Julie Benz e Rebecca Gayheart, o filme mostra as patricinhas como protagonistas e o seu cruel mundo de grife( Bem antes de Meninas Malvadas). Como esse é o clássico filme das garotas bitch, o rock permeia toda a trilha sonora. Desde Scorpions ("Rock Like a Hurricane") a The Donnas, banda de rock feminino ainda não conhecida muito no Brasil, com "Rock´n´roll Machine" e "Checkin´out". A maioria dos cantores são desconhecidos no Brasil, mas só em assistir o filme você já se sente motivado pela trilha sonora.Uma curiosidade: o cantor Marilyn Manson, namorado de Rose McGowan(!!!) na época, participou do filme, mas não cantou na trilha.
Forrest Gump - O Contador de Histórias
Filme inesquecível, estrelado por Tom Hanks, tem uma trilha sonora nostálgica e que encaix
a tão bem que nos deixamos embalar pela música e esquecemos quantas músicas o filme tem. Tem Elvis Presley (Hound Dog), The Doors ( Hello, I Love You e People Are Strange), Bob Dylan(Blowin' In The Wind), a inesquecível "California Dreaming" do The Mamas and the Papas, a comprida "Free Bird" de Lynard Skynard e muitas outras.sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Uma surpresa de chick-lit!

Eu já tinha assistido os dois filmes de 4 Amigas e Um Jeans Viajante, mas não passou pela minha cabeça,na época do lançamento, de ler os livros. Resolvi fazer isso agora e só agora descobri como Ann Brashares se tornou uma escritora super notável pra mim. Comecei pelo primeiro, A Irmandade das Calças Viajantes -Ann Brashares:
Tibby, Lena, Carmem e Bridget são amigas inseparáveis desde que suas mães, aos estarem grávidas delas, ficaram amigas na aula de ginástica. Desde então, as quatro diferentes garotas nunca se desgrudaram e são fiéis confidentes. Até que em um verão seus caminhos a levam para lugares diferentes. E tudo o que as une são calças que milagrosamente servem em todas elas. Criando a Irmandade das Calças Viajantes, elas encontram um meio de partilharem experiências, amizade e é claro, as calças mágicas.
Não sou lá essas coisas em resumo, mas este livro é muito bom. Não mais um daqueles livros sobre amizade incondicional de garotas e todas as loucuras cometidas por elas. Ele fala sobre isso sim, mas não se detém. As personagens tem personalidades muito diferentes e cada uma é explorada de maneira sensível e inteligente. Carmem é porto-riquenha, mais cheinha e estourada e fica em choque ao descobrir, durante as férias sonhadas ao lado do pai divorciado, que ele irá se casar com uma mulher americana perfeita que tem dois filhos perfeitos.Ela passa a se sentir excluída e angustiada. Lena é linda, mas tímida e numa viagem à casa dos avós na Grécia, conhece Kostos, mas após uma confusão, ela passa a não saber o que fazer sobre seus sentimentos pela primeira vez.Bridget é extrovertida, agitada e vai para um acampamento de futebol feminino, onde tem uma paixão pelo treinador gato e quer consquistá-lo a todo custo. Indo até consequências que ela não imaginava. E Tibby passa as férias num trabalho maçante, onde conhece uma menina de doze anos com leucemia que fará com que mude seus pensamentos acerca de tudo.
Cada história é desenvolvida de forma legal, divertida e no final,emocionante. Ann Brashares conseguiu levar o livros adolescentes femininos( chick-lits) a outro nível, o que me faz gostar dela cada vez mais como autora.
Um dos melhores livros do gênero , leitura merecidíssima.
Novas descobertas!
Passando os olhos pela livraria, vi esse livro: Sociedade Secreta 01-Rosa e Túmulo, de Diana Peterfreund. Adorei a sinopse.
Amy Haskel é editora do jornal da faculdade e acredita que deverá se juntar a uma sociedade literária, a Pena & Tinta, quando é convovada pela misteriosa e lendária, Rosa e Túmulo, que até então só chamava homens e esses se tornavam os profissionais mais influentes dos EUA. Obrigada a manter segredo sobre sua sociedade, Amy se mete em confusões com os amigos mais próximos e se envolvida nos perigosos jogos de poder de uma das sociedades secretas mais influentes.
Primeiramente Amy Haskel é uma daquelas mocinhas diferentes, pouco inocentes (Se é que me entendem), fala o que lhe vier à mente e não tem ilusões românticas como as mocinhas dos livros mais famosos.Ainda assim, sua vida amorosa é bastante agitada e não te impedem de torcer pela felicidade de uma protagonista que só curtir a vida e lidar com as complicações de uma sociedade machista, dividida entre aqueles que apóiam as mulheres e outros que fazem de todas para expulsá-las. O livro é muito bem escrito, esclarece alguns pontos sobre faculdades norte-americanas que são citadas nos outros livros como se todo mundo já conhecessem como funcionam. Os personagens são francos, não tem aquelas frescurinhas dos colegiais, admitem fraquezas, tratam de temas como sexo, bebedeira, amizade e homossexualismo de uma forma como estudantes de faculdade realmente tratam sem deixar de tornar a narrativa atraente e fácil de ler.
Recomendo a leitura e pretendo ler a continuação!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Festividades

Sempre quando ouço "Então é Natal" na voz da cantora Simone,vem toda aquela nostalgia de uma época repleta de guirlandas, pisca-piscas, bonitas embalagens de presente, a manjedoura, o Papai Noel... O fim de ano chegou e como a música, me vem a pergunta " e o que você fez?". E vem aquela vontade de ter o Natal, aquela ceia, aquela reunião familiar, todas as sensações legais que fizeram de sua infância uma época mágica.
À medida que o tempo passa, a cada ano, eu sinto a magia desvanecer. E não só em mim, mas até nas próprias lojas e o comércio, fazendo o Natal perder ainda mais o sentido, esquecendo do motivo principal (o nascimento de Cristo) e até do comercial, o Papai Noel.
Quando chega o fim do ano percebo que tem que haver uma celebração, uma tradição, uma certa magia natalina... Mas esse ano, eu percebi que mais importante que a tradição, que todos os enfeites, é preciso carregar o Natal no coração.
Então assim o Natal não é só uma data (Que é imprecisa, uma vez que não há provas que Jesus realmente nasceu nesse dia),não é só uma festa, mas também um estado de espírito. Podemos sentir o Natal em qualquer época do ano. Podemos sentir a nostalgia, a religiosidade, a afeição ao próximo, o amor...tudo isso em qualquer mês. Porque esperar até o fim do ano, para sentirmos essa sensação maravilhosa de harmonia?
Que o Natal e o Ano-Novo venham como renovação constante em nossos corações e não apenas no calendário.
P.S: Post meio atrasado, mas vindo antes do fim do ano, tá valendo ;)
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
O que assistir nas férias: Séries
Depois de muuuito tempo sem postar, achei um post ideal para essas férias.Normalmente ansiamos tanto pelas férias que quando elas finalmente chegam ficamos totalmente sem saber o que fazer, certo? Agora, em termos de televisão(Ou Internet), temos muuitas opções bacanas.Vou começar pelas séries. Sério, quase todo mundo curte alguma série. Nem que seja Os Simpsons ou até a novela das oito, a ideia de continuidade de uma história é fascinante.
Por isso, resolvi algumas das melhores da TV americana. Acho que todas estão disponíveis pra se baixar da net ou alugar o box da locadora.
How I Met Your Mother
Ok, essa já não é novidade, mas muitas pessoas não a conhecem (Até bem pouco tempo atrás nem eu) e é muito legal, sendo considerada por alguns, "o Friends da nova geração". A série começa no futuro,com Ted contando para os filhos como conheceu a mãe delas.E é aí que começa a história, com todos os seus amigos Marshall, Lilly,o politicamente incorreto(E o mais hilário da série)Barney e a garota por quem ele é apaixonado, Robin, que estranhamente não é a futura mãe das crianças.Espera-se que a cada episódio Ted finalmente encontre "a garota dos seus sonhos", mas enquanto isso não acontece nos divertimos com o que a turma apronta.O primeiro episódio achei fraquinho, mas depois os personagens ganham mais confiança e a série fica mais e mais engraçada.
The Vampire Diaries

Baseada na série literária de L.J Smith (Que eu li apenas dois), tem um trio amoroso regado à sangue e mistério. Elena vive em Mystic Falls e vive uma fase difícil após a morte dos pais, quando conhece o misterioso Stefan, por quem se apaixona e logo depois descobre ser um vampiro. Como se já não bastasse,ela é idêntica à namorada dele de uns cem anos atrás, cujo amor ele disputou com seu irmão "mau"Damon. E agora Damon também vai à Mystic Falls infernizar a vida do irmão e disputar Elena. No começo achei o plot meio bobinho, com aquela história de irmão do mal e irmão do bem, mas à medida que os personagens amadurecem isso muda e desafios maiores passam a acontecer, tornando essa série uma das melhores, na minha opinião, que estão no ar. Destaque para Ian Sommerhalder que faz o Damon e também fez o Boone de Lost.
House

Já comentei essa, mas ela não podia deixar de aparecer na minha lista. A série do médico polêmico, sarcástico, brilhante e viciado em remédios para dor que lidera uma equipe especializada em identificar doenças sem diagnóstico é uma das mais brilhantes e conta não só com o Dr. House como personagem fascinante, mas todos que passam por sua equipe( Cameron, Chase, Foreman, Treze...) e seus pacientes também. Hugh Laurie é simplesmente brilhante e deixa você de queixo caído em cada episódio. O roteiro também é fantástico,trazendo doenças enigmáticas e diagnósticos impressionantes.
The Big Bang Theory

A série dos nerds é muito engraçada. Leonard e Sheldon, um físico desajeitado e outro extremamente arrogante, veem suas vidas mudar quando a bonita,desbocada e não tão inteligente Penny se muda para o apartamento em frente. Os outros amigos nerds, Howard, um desastre com as mulheres e Raj, um indiano extremamente tímido, juntam-se em um grupo de amigos cômico, que adoram Jornada nas Estrelas e não têm o menor tato com a vida social. A série podia soar muito clichê, mas cada característica faz um personagem soar mais cômico e até irreal, em especial Sheldon, o destaque, vivido por Jim Parsons. As piadas inteligentes, o contraste de Q.I s e alguns absurdos fazem essa comédia ser uma das melhores e das mais diferentes da TV.
Por isso, resolvi algumas das melhores da TV americana. Acho que todas estão disponíveis pra se baixar da net ou alugar o box da locadora.
Ok, essa já não é novidade, mas muitas pessoas não a conhecem (Até bem pouco tempo atrás nem eu) e é muito legal, sendo considerada por alguns, "o Friends da nova geração". A série começa no futuro,com Ted contando para os filhos como conheceu a mãe delas.E é aí que começa a história, com todos os seus amigos Marshall, Lilly,o politicamente incorreto(E o mais hilário da série)Barney e a garota por quem ele é apaixonado, Robin, que estranhamente não é a futura mãe das crianças.Espera-se que a cada episódio Ted finalmente encontre "a garota dos seus sonhos", mas enquanto isso não acontece nos divertimos com o que a turma apronta.O primeiro episódio achei fraquinho, mas depois os personagens ganham mais confiança e a série fica mais e mais engraçada.
The Vampire Diaries
Baseada na série literária de L.J Smith (Que eu li apenas dois), tem um trio amoroso regado à sangue e mistério. Elena vive em Mystic Falls e vive uma fase difícil após a morte dos pais, quando conhece o misterioso Stefan, por quem se apaixona e logo depois descobre ser um vampiro. Como se já não bastasse,ela é idêntica à namorada dele de uns cem anos atrás, cujo amor ele disputou com seu irmão "mau"Damon. E agora Damon também vai à Mystic Falls infernizar a vida do irmão e disputar Elena. No começo achei o plot meio bobinho, com aquela história de irmão do mal e irmão do bem, mas à medida que os personagens amadurecem isso muda e desafios maiores passam a acontecer, tornando essa série uma das melhores, na minha opinião, que estão no ar. Destaque para Ian Sommerhalder que faz o Damon e também fez o Boone de Lost.
House
Já comentei essa, mas ela não podia deixar de aparecer na minha lista. A série do médico polêmico, sarcástico, brilhante e viciado em remédios para dor que lidera uma equipe especializada em identificar doenças sem diagnóstico é uma das mais brilhantes e conta não só com o Dr. House como personagem fascinante, mas todos que passam por sua equipe( Cameron, Chase, Foreman, Treze...) e seus pacientes também. Hugh Laurie é simplesmente brilhante e deixa você de queixo caído em cada episódio. O roteiro também é fantástico,trazendo doenças enigmáticas e diagnósticos impressionantes.
The Big Bang Theory
A série dos nerds é muito engraçada. Leonard e Sheldon, um físico desajeitado e outro extremamente arrogante, veem suas vidas mudar quando a bonita,desbocada e não tão inteligente Penny se muda para o apartamento em frente. Os outros amigos nerds, Howard, um desastre com as mulheres e Raj, um indiano extremamente tímido, juntam-se em um grupo de amigos cômico, que adoram Jornada nas Estrelas e não têm o menor tato com a vida social. A série podia soar muito clichê, mas cada característica faz um personagem soar mais cômico e até irreal, em especial Sheldon, o destaque, vivido por Jim Parsons. As piadas inteligentes, o contraste de Q.I s e alguns absurdos fazem essa comédia ser uma das melhores e das mais diferentes da TV.
sábado, 9 de outubro de 2010
Uma nova cara para Edgar Allan Poe
Florence é uma menina de 12 anos que vive com seu irmãozinho Giles numa distante mansão sob os cuidados de um tio que nunca conheceu.Lá, a menina é proibida de ser alfabetizada, o que não a impede de descobrir sozinha a biblioteca e com isso, o maravilhoso mundo da literatura, dando sentido à sua vida monótona e solitária. Mas a vida dos dois irmãos vira de cabeça para baixo quando, após a estranha morte da preceptora, uma nova mulher, Srta.Taylor, é encarregada de cuidar de sua educação. Florence logo estranha a predileção da nova preceptora por seu irmão e começa a notar coisas mais esquisitas em relação à ela.Coisas que a deixam arrepiada e temerosa com o que pode acontecer com Giles.
Não sei o resumo é bom, mas em se tratando deste livro, creio que nenhum resumo irá transmitir verdadeiramente o que ele é. Florence é uma menina extraordinariamente inteligente, mais do que qualquer um do livro, na minha opinião. Ela faz o seu próprio mundo, em meio à ignorância de tudo a que é obrigada a se submeter, a solidão da casa, seus poucos conhecimentos do mundo. Seu único amigo é Theo, um garoto asmático que lhe é completamente apaixonado. A devoção de Theo por Florence comove até o fim do livro. Já Giles é um menino puro, ingênuo e um pouco tolo, que também faz qualquer coisa pela irmã. Srta.Taylor, junto com Florence, é um incógnita.
O final faz jus aos contos de Edgar Allan Poe, quem já leu algum vai reconhecer aquele estilo, como uma releitura do autor e até um convite à leitura de suas obras. Não posso dizer que fiquei satisfeita com o desfecho inegavelmente surpreendente, mas dá pra entender que o autor, John Harding, não queria uma história muito óbvia. Ele põe algumas pistas sobre o final quando cita Macbeth, de Shakespeare e até o próprio Coração Delator, conto de Edgar Allan Poe, mas não se propõe a explicar tudo o que deixou em aberto, por mais que uma uma segunda lida explique algumas coisas.
Enfim, é um livro singular, vale a leitura e se você gosta de histórias pouco óbvias, vá em frente. Só não se engane pela capa e o título (Que no original é Florence and Giles e o título brasileiro foi uma óbvia tentativa da editora de pegar carona com A Menina que Roubava Livros), mas a leitura é fluida e te mergulha de verdade no mundo de Florence.
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- Mikaela Brasil
- Pra me definir?Nem psicológo! Vá me conhecendo que você sabe.Ou não.Mas vale a tentativa.Para ser breve, alguém que concluiu o curso de Jornalismo que em todos os seus 23 anos ama filmes, livros, séries e pretende escrever vários livros.

